Exclusivo Coimbra. Do sonho do metro à realidade dos autocarros elétricos vão 30 anos

Aquilo que deveria ter sido o metro avança agora para um sistema de mobilidade à base de autocarros elétricos, que recupera o ramal da Lousã e servirá a malha urbana da cidade.

Quase 30 anos separam as primeiras notícias sobre o projeto do Metro do Mondego - que avançou mas nunca chegou a ser concretizado - e as mais recentes, que dão conta da aprovação, no início desta semana, do projeto de execução de uma das três linhas do Sistema de Mobilidade do Mondego (SMM).

Trata-se, afinal, de um projeto que em janeiro foi contemplado com 60 milhões de euros por parte da Comissão Europeia, num universo de investimento estimado em mais de 89 milhões de euros. Manuel Machado, presidente da Câmara de Coimbra (que também preside à Associação Nacional de Municípios Portugueses), não teve dúvidas ao considerar a última segunda-feira como "um dia histórico". "Finalmente vamos ver a luz ao fundo do túnel", disse, no final da reunião do executivo, onde foi aprovado o projeto de execução da chamada Linha do Hospital. Para trás ficam três décadas de expectativas, e muitos milhões de euros investidos no que deveria ter sido o metro para servir a região. As obras pararam em 2010 (ainda antes de a troika chegar a Portugal, com o marcante encerramento do ramal ferroviário da Lousã. Retomadas pelo atual governo, deixam adivinhar uma obra que, no final, não será nada do que foi sonhado nos anos de 1990. Em comum, apenas o presidente da câmara: o socialista Machado liderava a autarquia quando o governo de António Guterres aprovou o Metro Mondego.

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