Tanto a iniciativa do Livre quanto a do BE surgem em sequênciada notícia avançada pelo DN, em que mostra o caso da brasileira Taís Oliveira. A jovem enviou uma carta ao Governo, relatando a "surpresa" pelo facto de a plataforma para aceder ao Cheque-Livro ser discriminatória. Segundo a jovem, quando soube da limitação, sentiu “surpresa e indignação” ao mesmo tempo. “Surpresa porque, entre todas as medidas promovidas pelo Governo, esta foi a única que excluiu jovens estrangeiros. Todos os outros benefícios - como os cheques para nutricionista, dentista ou psicólogo - são acessíveis, de acordo com os devidos requisitos, independentemente da nacionalidade. Eu própria já utilizei esses recursos. A indignação veio da perceção de que o único benefício negado a nós, jovens imigrantes, está diretamente relacionado ao conhecimento e à cultura”, argumenta. “É como se tivéssemos permissão para estar saudáveis e produtivos, mas não para enriquecer intelectualmente”, complementa a brasileira.

