A curiosidade de Trump ocorre num momento em que os EUA mantêm uma presença naval robusta na região, incluindo dois porta-aviões, como parte de uma estratégia de dissuasão e pressão.
A curiosidade de Trump ocorre num momento em que os EUA mantêm uma presença naval robusta na região, incluindo dois porta-aviões, como parte de uma estratégia de dissuasão e pressão.Seaman Apprentice Zoe Simpson / CENTCOM

Witkoff revela que Trump está "curioso": por que razão ainda não capitulou o Irão?

Donald Trump espantado com resistência do Irão face à pressão militar e diplomática dos EUA. Enviado Steve Witkoff revelou a "curiosidade" do Presidente, destacando um ultimato para o acordo nuclear.
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O presidente Donald Trump expressou a sua "curiosidade" sobre o facto de o regime de Teerão ainda não ter cedido perante a crescente pressão militar e diplomática de Washington, avançou a agência Reuters com base em declarações difundidas pela cadeia televisiva norte-americana Fox News.

As afirmações foram feitas por Steve Witkoff, enviado especial de Donald Trump para o Médio Oriente, durante uma entrevista concedida este sábado, 21 de fevereiro, ao programa de Lara Trump naquele canal. Segundo o diplomata, o presidente norte-americano tem acompanhado de perto a evolução da situação no Golfo Pérsico, questionando a demora numa resposta definitiva por parte das autoridades iranianas.

A curiosidade de Trump ocorre num momento em que os EUA mantêm uma presença naval robusta na região, incluindo dois porta-aviões, como parte de uma estratégia de dissuasão e pressão.
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Witkoff foi cauteloso na escolha das palavras ao descrever o estado de espírito do Salão Oval. "O Presidente perguntou-me sobre isto logo de manhã... não quero usar a palavra 'frustrado', porque ele compreende que tem imensas alternativas, mas está curioso sobre o porquê de eles ainda não terem — não quero usar a palavra 'capitulado' —, mas por que razão ainda não capitularam", afirmou o enviado especial.

Esta "curiosidade" surge num momento de tensão máxima, em que os Estados Unidos mantêm uma presença naval robusta na região, incluindo dois porta-aviões, como parte de uma estratégia de dissuasão e pressão.

O ultimato e o limiar nuclear

A Administração Trump estabeleceu um prazo rigoroso, estimado entre 10 a 15 dias, para que o Irão aceite os termos de um novo acordo que exija o "enriquecimento zero" de urânio. Witkoff sublinhou a urgência da situação, alertando que o Irão poderá estar apenas a uma semana de obter material suficiente para a produção de uma arma nuclear de grau industrial.

Apesar da retórica agressiva de Washington, existem sinais de movimentação diplomática. O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, indicou recentemente que Teerão poderá apresentar uma contraproposta nos próximos dias, embora o regime continue a enfrentar uma forte pressão interna devido a protestos populares.

O enviado especial reiterou que a estratégia de Trump visa um "fim real" ao programa nuclear iraniano, e não apenas um adiamento. A combinação de sanções económicas severas, isolamento diplomático e a ameaça de ação militar limitada constitui o cerne da atual política externa norte-americana para o Médio Oriente, aguardando agora Washington por um sinal de cedência total (ou "capitulação") de Teerão antes que o prazo estipulado expire.

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