William Evans, o segundo polícia do Capitólio a morrer em serviço este ano

Vítima mortal do ataque de sexta-feira estava há 18 anos na força de segurança que protege o congresso norte-americano.

Apesar da segurança reforçada junto ao Capitólio, depois da invasão de 6 de janeiro ao congresso norte-americano, um novo ataque voltou a provocar uma vítima mortal, esta sexta-feira, a segunda este ano entre os agentes da polícia que asseguram a segurança do edifício.

Ontem, pouco depois das 13 horas (mais cinco em Portugal continental) um homem embateu contra uma barreira de segurança nas imediações do Capitólio, saiu do carro armado com uma faca e acabou por esfaquear um dos agentes que se encontrava no local, antes de ser baleado. O autor do ataque acabou por morrer no hospital.

William "Billy" Evans, o agente da polícia, também não resistiu aos ferimentos. Da vítima mortal, sabe-se que era um veterano da polícia do Capitólio, para onde entrou há 18 anos, em 2003, e que integrava a equipa de resposta rápida daquela força. Segundo informações oficiais, Evans é o sexto polícia da segurança do Capitólio a morrer no desempenho de funções, o segundo este ano, depois da morte de um agente um dia depois da invasão do Capitólio. Evans não estava de serviço nesse dia.

Segundo o Washington Post, o agente da polícia deixa dois filhos menores. A este jornal, é descrito pelos vizinhos como um pai dedicado, e um desportista com uma enorme paixão pela saga Stars Wars, de que era ávido colecionador.

Nancy Pelosi, presidente da Câmara dos Representantes, referiu-se a Evans como um "mártir da democracia". "Hoje, o coração da América foi partido pela trágica e heroica morte de um dos nossos heróis da Polícia do Capitólio. Mais uma vez, estes heróis arriscaram a vida para proteger o Capitólio e a nossa democracia com a mesma abnegação extraordinária e espírito de serviço que vimos em 6 de janeiro. Em nome de todo o Congresso estamos profundamente gratos", escreveu no twitter a presidente da Câmara dos Representantes.

O presidente dos EUA, Joe Biden, lamentou o ataque, dizendo-se "devastado" após o ataque em Washington

"Jill e eu estamos devastados por saber do ataque violento num posto de controlo de segurança no Capitólio dos EUA", disse o líder norte-americano em comunicado, depois de ter ordenado que as bandeiras nos edifícios públicos federais sejam colocadas a meia haste.

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