Ucrania. Adesão à União Europeia? "Temos de tratar de coisas mais práticas"

Josep Borrel salientou que "a adesão é uma coisa que demoraria em qualquer caso cerca de dois anos"

O chefe da diplomacia europeia, Josep Borrel afirmou esta segunda-feira que a adesão da Ucrânia à União Europeia "não é um assunto na agenda" da UE. Borrel falava à entrada para uma reunião de ministros da Defesa, onde seriam tratadas "coisas mais práticas".

"A adesão é uma coisa que demoraria em qualquer caso cerca de dois anos. E, nós temos de dar uma resposta em relação às próximas horas. Não para os próximos anos, mas para as próximas horas, afirmou, referindo-se à coordenação da estratégia para a entrega de armamento à Ucrânia.

"A Ucrânia tem claramente uma perspectiva europeia. Mas, agora temos de lutar contra uma agressão", vincou

Borrell, com a ressalva de que é o direito internacional que está em casa, e não a aproximação não da Ucrânia à União Europeia.

"O mundo não pode permitir que um país poderoso esmague o [país] vizinho, utilizado meios militares. Se permitirmos isso, será a lei da selva, a lei do mais forte: sou mais forte que tu, então mato-te. Imponho-te as minhas leis. Isto é a lei da selva, e para nós, europeus, é uma ameaça existencial".

Josep Borrell não esconde a preocupação com os desenvolvimentos a leste, esta segunda-feira, em que "na Bielorrúsia há um referendo - vamos chamar-lhe referendo, um falso referendo -, para decidir uma revisão constitucional e atribuir à Bielorrusia o estatuto de país nuclear".

"Isto é muito perigoso", afirmou Borrel, temendo que a ameaça nuclear se aproxime das fronteiras europeias.

"Sabemos o que significará para a Bielorrússia tornar-se nuclear. Significa que a Rússia colocará armas nucleares na Bielorrússia. E, isso é uma caminhada muito perigosa", afirmou, desejando que a oposição interna se afirme na Bielorússia.

"Lanço um apelo aos cidadãos bielorrussos para protestarem contra a decisão, e também para protestarem contra a agressão que também a Bielorrússia está a lançar contra a Ucrânia", apelou.

Josep Borrel seguiu depois para a reunião dos ministros da defesa, onde já foi decidida a estratégia conjunta para a entrega de "equipamento letal" de defesa às tropas ucranianas.

Pela primeira vez na história a União Europeia deu ordem para aquisição de material de guerra com capacidade letal, dividindo o montante em 450 milhões de euros para arqueação de diversos tipos de armamento, para ser entregue à Ucrânia.

Um montante de 50 milhões de euros é direccionado à compra de equipamento de protecção como capacetes e coletes balísticos, outro material tático.

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