Twitter e Facebook bloqueiam contas de Trump

Decisão surge na sequência dos distúrbios desta quarta-feira no Capitólio.

O Twitter bloqueou o acesso de Donald Trump ao Twitter esta quarta-feira (início da madrugada de quinta em Lisboa) por um período de 12 horas. É a primeira vez que tal acontece e é a medida mais punitiva que a rede social já tomou contra o ainda presidente dos Estados Unidos.

Também a rede social Facebook retirou um vídeo de Trump pedindo aos manifestantes para "regressarem a casa", mas no qual declarava também que a eleição tinha sido roubada, sem apresentar provas.

Além disso, o Twitter removeu três tweets da conta de Trump, por considerar que estavam a promover a violência, e ainda emitiu um aviso de que poderia simplesmente expulsá-lo se continuasse a propagar teorias da conspiração sobre os resultados eleitorais, bem como a incitar a atos violentos.

A decisão, inédita, surge na sequência dos atos de violência desta quarta-feira no Capitólio, em que manifestantes pró-Trump invadiram o Congresso norte-americano quando este votava para confirmar a eleição de Joe Biden como o próximo presidente dos EUA.

Durante os confrontos com as autoridades que se gerara, no interior do edifício do Congresso, uma mulher foi baleada -- em circunstâncias que não estão esclarecidas -- e acabou por morrer dos ferimentos.

Foi Donald Trump quem pediu a manifestação que deu origem à invasão do edifício. Ao início do dia, durante um comício em frente à Casa Branca, Trump pediu aos manifestantes para se dirigirem para o Capitólio e fazer ouvir a sua voz, em protesto do que considera ser uma "fraude eleitoral", tendo mesmo dito que "nunca" aceitaria a sua derrota nas eleições de 3 de novembro.

Depois, no Twitter, durante e após a invasão, o ainda presidente dos EUA prosseguiu nos apelos às manifestações -- ainda que a dada altura pedisse para que o fizessem de forma "pacífica".

Também no Twitter, Trump criticou ainda o seu vice-presidente, Mike Pence, que acusou de não ter tido "coragem para fazer o que deveria ser feito para proteger o país e a Constituição, de dar aos estados a oportunidade de certificar um conjunto corrigido de factos, e não os fraudulentos ou imprecisos que lhes tinham sido pedidos antes para certificarem".

O resultado disso foi que um dos principais visados pelos manifestantes foi precisamente Pence, Pence, que teve inclusivamente de ser retirado do edifício do Congresso em grande velocidade mal as autoridades perceberam que a situação estava a escapar ao seu controle.

Trump só pediu aos manifestantes para regressarem a casa depois de a polícia anunciar a morte da manifestante. Esse vídeo estava incluído num tweet que foi também retirado.

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