"Situação muito difícil". Forças russas avançam para o centro de Severodonetsk, diz governador

Com 100 mil habitantes antes da guerra, Severodonetsk tem sido alvo, há várias semanas, de bombardeamentos russos e de separatistas pró-russos, que causaram dezenas de mortos entre os civis.

As forças russas avançaram para o centro de Severodonetsk, cidade no leste da Ucrânia, há várias semanas sob bombardeamentos e agora palco de combates de rua, disse hoje o governador da região de Lugansk.

"Os russos estão a avançar para o meio de Severodonetsk. A luta continua, a situação é muito difícil", disse Sergei Gaidai, na plataforma Telegram.

"A infraestrutura crítica de Severodonetsk está destruída, 60% do parque habitacional não pode ser restaurado", adiantou.

Sergei Gaidai acrescentou que a estrada que liga Severodonetsk a Lyssychansk e depois a Bakhmut era "demasiado perigosa" para permitir a retirada de civis e o transporte de ajuda humanitária.

No domingo, o mesmo responsável tinha relatado que um ataque russo a Severodonetsk estava em curso com combates na rua, ao mesmo tempo que a situação em Lyssychansk tinha "piorado muito".

Com 100 mil habitantes antes da guerra, Severodonetsk tem sido alvo, há várias semanas, de bombardeamentos russos e de separatistas pró-russos, que causaram dezenas de mortos entre os civis.

Severodonetsk e Lyssychank situam-se a mais de 80 quilómetros a leste de Kramatorsk, que se tornou o centro administrativo do Donbass, desde que os separatistas apoiados por Moscovo tomaram a parte oriental da grande bacia carbonífera, em 2014.

A Rússia lançou em 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que já matou mais de quatro mil civis, segundo a ONU, que alerta para a probabilidade de o número real ser muito maior.

A ofensiva militar causou a fuga de mais de oito milhões de pessoas, das quais mais de 6,6 milhões para fora do país, de acordo com os mais recentes dados da ONU.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.

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