Três grandes sismos, um de magnitude 8,1, e alerta de tsunami na Nova Zelândia

O primeiro sismo, de magnitude 7,3, ocorreu 180 km a nordeste da cidade de Gisborne, na Ilha do Norte, durante a madrugada. Foi emitido um alerta de tsunami, entretanto levantado. Mas já às primeiras horas da manhã houve um segundo abalo, de magnitude 7,4, perto das ilhas Kermadec. Seguido por um terceiro de 8,1

Um sismo de magnitude 8,1 na escala de Richter atingiu a Nova Zelândia, perto das ilhas Kermadec, quase duas horas depois de um de 7,4 ter sido sentida na mesma região. Mais cedo, um primeiro abalo de magnitude 7,3, tinha sido registado cerca de 180 quilómetros ao largo de Te Araroa, em Gisborne, na Ilha do Norte.

Tal como tinha acontecido no primeiro abalo, por volta das 02.30 da madrugada locais, as autoridades emitiram um segundo alerta de tsunami após o segundo sismo, pelas 06.41, alertando para fortes correntes e subida das marés numa pequena região no norte do país. E reforçaram o alerta após o terceiro sismo, pelas 08.30.

"Este é um sismo distinto do que foi sentido em Hikurangi às 2.27", avisaram os serviços de proteção civil do país, depois do segundo abalo.

Pelo menos quatro réplicas com magnitude superior a 5,0 já tinham sido registadas desde então na mesma zona, próximo de Kermadec, quando um terceiro sismo, de magnitude 8,1, veio reforçar o alerta de tsunami.

A ordem era para que as pessoas que vivem junto à costa vão para zonas elevadas. "Não esperem, um tsunami prejudicial é possível", alertaram. Depois do segundo abalo, as previsões eram de ondas e perturbação inferior a um metro, mas após o terceiro, havia zonas onde as ondas podiam ter entre um e três metros.

Os EUA emitiram também um alerta para a Samoa Americana, assim como para o Havai, por precaução.

A Nova Zelândia está localizada no "Anel de Fogo" do Pacífico, uma área de junção de placas tectónicas com forte atividade sísmica e vulcânica.

A primeira-ministra neozelandesa, Jacinda Ardern, fez parte dos que foram acordados pelo primeiro abalo. "Espero que todos estejam bem -- principalmente na Costa Leste, que deve ter sentido toda a força deste terramoto", escreveu no Facebook. Não há danos ou vítimas a registar.

Primeiro sismo e alerta

Após o primeiro terramoto, as autoridades pediram aos cidadãos que estivessem perto da costa para que se deslocassem "imediatamente" para o terreno elevado mais próximo. Esse alerta seria entretanto levantado, com as pessoas que tinham sido retiradas de casa a terem autorização para regressar.

Segundo o site da Proteção Civil da Nova Zelândia, eram esperadas inundações nas regiões costeiras na costa leste da Ilha do Norte. "Correntes fortes e fora do comum e subida das águas imprevisível junto à costa são esperadas", indicavam, falando de ameaça para praias, portos, estuários e atividade de pequenos barcos. Na região em alerta, não se esperavam contudo ondas acima de um metro.

As autoridades indicaram que as primeiras ondas podem ter atingido a região às 03.14 da manhã de dia 5 (14.14 de dia 4 em Lisboa) e que a atividade do tsunami podia durar várias horas, pelo que a ameaça devia ser considerada como "verdadeira" até o alerta ser cancelado -- o que aconteceria menos de uma hora depois.

Já antes o sistema de alerta de tsunamis norte-americano, dizia que já não havia ameaça. "Com base em todos os dados disponíveis... a ameaça de tsunami deste sismo já passou", indicaram na terceira mensagem sobre o tema.

Mais de 50 mil pessoas afirmaram terem sentido o sismo, de acordo com serviço neozelandês de vigilância sísmica GeoNet.

O serviço geológico dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês) indicou que se tratou de um terramoto de magnitude 6,9 (inferior à indicada pela Nova Zelândia), que atingiu a costa da Ilha Norte deste país.

De acordo com o USGS, o sismo ocorreu a 180 quilómetros a nordeste da cidade de Gisborne, a uma profundidade de 10 quilómetros.

"Com base nos parâmetros preliminares do terramoto, são possíveis ondas de tsunami perigosas nas costas localizadas a 300 quilómetros do epicentro do sismo ", referiu o Centro de Alerta de Tsunami do Pacífico, com sede no Havai, levantando mais tarde o alerta.

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