Serviço de Saúde Inglês pode vir a receitar cigarros eletrónicos

O Serviço Nacional de Saúde Inglês está a ponderar receitar cigarros eletrónicos às pessoas que desejam deixar de fumar. Medida tem também o objetivo de regular melhor o mercado deste tipo de cigarros.

O Serviço Nacional de Saúde (NHS, em sigla inglesa) poderá começar a receitar, através de prescrição médica, cigarros eletrónicos a fumadores, procedimento inédito em todo o mundo, adiantou, esta sexta-feira (29 de outubro) o Ministério da Saúde do país.

Apesar da preocupação internacional com os efeitos dos cigarros eletrónicos comercializados e, principalmente, a popularidade entre os mais jovens, o órgão regulador de medicamentos do país publicou normas que, segundo o Ministério, "abrem o caminho para prescrever, com receita médica, cigarros eletrónicos aos fumadores que desejem parar de fumar".

À semelhança do que acontece com a indústria farmacêutica, os fabricantes de cigarros eletrónicos devem apresentar os seus produtos para a aprovação da agência reguladora.

"Os cigarros eletrónicos contêm nicotina e não estão isentos de riscos, mas as revisões dos especialistas do Reino Unido e dos Estados Unidos estabeleceram que os cigarros eletrónicos regulados são menos prejudiciais do que o tabaco" destacou o Ministério. Acrescentou ainda que "são muito eficazes para ajudar aqueles que estão a tentar deixar de fumar".

São mais de seis milhões de fumadores em Inglaterra, com maior incidência nas regiões mais pobres do país. Só em 2019, o tabagismo causou quase 64.000 mortes.

A Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos para a Saúde, referiu, através de comunicado oficial, que pretende "promover a autorização dos cigarros eletrónicos e de outros produtos que contêm nicotina inalados como medicamentos". A agência pretende, através da regulação, diminuir o número de fumadores.

Esta medida surge a seguir ao alerta de Tedros Adhanom Ghebreyesus, líder da Organização Mundial de Saúde, que foi feito em julho passado, onde afirmava que "os cigarros eletrónicos são prejudiciais e devem ser mais bem regulados".

Em Portugal, e de acordo com o último Inquérito Nacional de Saúde, em 2019, 16,8% da população residente no país com 15 ou mais anos era fumadora, 14% dos quais fumadora diária.

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