Sánchez apelida referendos de "pantomima" e convida Putin sair "quanto antes" da Ucrânia

O primeiro-ministro espanhol, que continua a testar positivo à covid-19, enviou um vídeo para o fecho do fórum, onde defendeu também a sua nova política fiscal, criticada na véspera pelo líder da oposição no mesmo evento.

O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, apelidou este sábado de "pantomima" os referendos russos na Ucrânia, dizendo que Espanha nunca vai reconhecer a anexação do território por parte da Rússia e exigindo que o presidente russo, Vladimir Putin, saia "o quanto antes" da Ucrânia.

"Nem a Espanha nem a Europa, nem o conjunto da comunidade internacional, vamos reconhecer essa anexação ilegal", afirmou numa intervenção gravada que enviou para o fecho do Fórum La Tocha-Vínculo Atlântico, que terminou hoje na ilha A Toxa, na Galiza. A participação em pessoa foi cancelada porque continua a testar positivo para a covid-19.

"Putin sabe que não está a ganhar a guerra e sabe também que cada dia está mais sozinho. Por isso, o quanto antes tome a decisão correta de pôr fim a esta guerra será melhor para todos, também para ele", acrescentou.

Numa longa intervenção, o primeiro-ministro espanhol defendeu ainda a sua reforma fiscal, que passa pelo corte de impostos aos que ganham abaixo de 21 mil euros anuais e inclui uma taxa de riqueza a pagar pelos mais ricos.

"Que estado social queremos?", questionou várias vezes no seu discurso. Diante do cenário atual, Sánchez lembrou que "não há maior ferramente para combter a desigualdade e defender a justiça social que o Estado Social. mas a justiça social requer uma condição de partida: justiça fiscal. Que cada qual contribua em função da sua capacidade", explicou.

"Desta vez os custos da crise não podem recair exclusivamente sobre a classe média e trabalhadora como na crise financeira anterior. Desta vez, os mais ricos têm que contribuir para ajudar este país", referiu Sánchez.

Na véspera, o líder da oposição, Alberto Núnez Feijóo tinha criticado no fórum essa política fiscal do governo de Sánchez. Sem nunca mencionar o PP, o primeiro-ministro criticou a sua "irresponsabilidade fiscal".

E deu depois vários exemplos do que a sua política garante aos cidadãos, em troca da da oposição. Um deles, um reformado que ganhe 16500 euros, que ganhará 669 euros em vez de 20 ou 25 com uma proposta diferente.

A jornalista viajou a convite da organização do evento.

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