Regresso do homem à lua adiado "no mínimo" para 2025

Os primeiros humanos a pisar o solo lunar fizeram parte da missão Apollo 11, em 1969, e a última vez que o homem esteve na Lua foi em 1972, através do programa Apollo 17.

O regresso de humanos à lua, que faz parte do programa espacial Artemis, e que inclui a ida da primeira mulher, foi adiado de 2024 para "no mínimo" 2025, divulgou na terça-feira a agência espacial norte-americana (NASA).

A data de 2024 tinha sido definida pela administração liderada pelo ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump, mas foi considerada, de uma forma consensual, praticamente impossível de ser concretizada.

Este atraso era esperado, embora seja a primeira vez que a NASA o assuma oficialmente, noticia a agência AFP.

A agência espacial norte-americana estava a aguardar, em particular, o desfecho de uma disputa legal relativa ao desenvolvimento do futuro módulo de aterragem, para anunciar o novo cronograma.

"Perdemos praticamente sete meses em litígios e isso provavelmente atrasou a aterragem dos humanos na Lua até 2025, no mínimo", salientou o administrador da NASA, Bill Nelson, durante uma conferência de imprensa.

O responsável apontou, no entanto, que "há outras razões" e que a data de 2024 fixada pela anterior administração não era "tecnicamente viável".

Bill Nelson criticou também a falta de fundos alocados pelo Congresso nos últimos anos para o desenvolvimento do módulo lunar.

Esta missão, que irá levar a primeira mulher ao solo da Lua, irá chamar-se Artemis 3.

O administrador da NASA revelou ainda que a missão Artemis 2, a primeira deste programa com astronautas a bordo, mas que não irá pousar em solo lunar, tem agora "uma data previsível para descolagem de maio de 2024".

A segunda missão, que tinha sido anunciada anteriormente para 2023, "irá mais longe do que qualquer ser humano jamais foi, provavelmente quase 65 mil quilómetros além da Lua e irá regressar à terra", referiu.

Já a missão Artemis 1, a primeira de teste até à Lua, não inclui astronautas a bordo e está agendada para fevereiro de 2022, conforme anunciado recentemente.

Custo do desenvolvimento da cápsula ultrapassa os 9 biliões de dólares

Todas estas missões vão utilizar o novo foguetão da NASA, o SLS, que irá impulsionar a cápsula Orion até à Lua.

O foguetão está já atualmente totalmente montado no Kennedy Space Center, na Flórida, a aguardar a descolagem.

O custo do desenvolvimento da cápsula onde os astronautas estarão localizados, aumentou de 6,7 biliões de dólares [cerca de 5,7 biliões de euros] para 9,3 biliões [cerca de 8 biliões], revelou Bill Nelson.

Mas os astronautas irão a bordo de um módulo para a aterragem lunar, onde vão chegar ao solo da Lua e depois regressar.

A construção deste módulo de aterragem foi confiada à empresa SpaceX, de Elon Musk, e terá o nome Starship, encontrando-se em fase de desenvolvimento no Texas.

Estes trabalhos, numa parceria entre a NASA e a SpaceX, estiveram interrompidos após a Blue Origin, que também se tinha candidatado à adjudicação deste contrato, ter apresentado queixa contra a escolha da agência espacial, por acreditar que o processo de seleção tinha sido injusto.

A reclamação foi indeferida na semana passada por um tribunal federal.

O programa Artemis tem como objetivo estabelecer uma presença duradoura na Lua e preparar-se para viagens a Marte.

Os primeiros humanos a pisar o solo lunar fizeram parte da missão Apollo 11, em 1969, e a última vez que humanos estiveram na Lua foi em 1972, através do programa Apollo 17.

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