Quatro corpos encontrados no maior incêndio da história de Chipre

O ministro do Interior, Nico Nouris, considera que nunca antes Chipre tinha vivido tragédia semelhante causada pelos incêndios.

Os corpos de quatro pessoas foram descobertos pelas equipas da Defesa Civil de Chipre, no exterior de uma aldeia nas montanhas atingidas por um incêndio, que o ministro do Interior afirmou hoje ser "o mais devastador" na história da ilha.

O ministro do Interior, Nico Nouris, afirmou que os voluntários da Defesa Civil descobriram os restos mortais de quatro pessoas fora da aldeia de Odou, no extremo sul da cordilheira de Troodos.

Segundo o governante, as autoridades estão a tentar confirmar se os corpos pertencem a quatro egípcios desaparecidos que as equipas de busca e salvamento estão a tentar localizar.

"Estamos a viver o incêndio mais destrutivo desde a fundação da República do Chipre, tanto em danos materiais, como, infelizmente, em termos de vidas humanas", afirmou Nouris.

Na rede social Twitter, o Presidente, Nicos Anastasiades, lamentou hoje a "tragédia", considerando que este é "o maior" incêndio registado na ilha em décadas".

"Vidas, propriedades, terras e florestas foram perdidas. O Governo vai ajudar imediatamente as vítimas e os seus familiares", afirmou Nicos Anastasiades.

O ministro do Interior afirmou que aeronaves gregas e israelitas se vão juntar, no final do dia, a outros 11 aviões e helicópteros para combater as chamas.

O incêndio, que começou na tarde de sábado, levou à evacuação de pelo menos oito aldeias nas montanhas, destruiu várias casas e, até agora, devastou 50 quilómetros quadrados de pinhais e pomares, segundo o Ministério do Ambiente do Chipre.

Nouris afirmou que os meios de combate a incêndios e as equipas estão a concentrar todos os esforços em duas grandes frentes de fogo, entre as aldeias de Odou e Vavatsinia.

O governante adiantou ainda que as autoridades estão "cautelosamente otimistas" de que vão ser feitos progressos no combate às chamas, mas os ventos fortes, que se preveem no final do dia, podem atrapalhar os trabalhos.

Mais de 30 pessoas foram retiradas das suas casas e levadas para hotéis na capital, Nicósia, e aos moradores da vila de Melini foi fornecida comida e água, revelou Nouris.

O incêndio forçou o Governo cipriota a solicitar ajuda e meios de combate a outros países da União Europeia e a Israel.

Para o combate às chamas foram mobilizados cerca de 70 carros de bombeiros, sete tratores e 10 camiões-cisterna.

O porta-voz do Governo de Chipre, Marios Pelekanos, afirmou que uma das duas aeronaves gregas enviada para combater o incêndio teve de regressar à Grécia devido a um defeito técnico.

Marios Pelekanos adiantou ainda que dois aviões israelitas foram enviados e que as autoridades aguardam a confirmação sobre a chegada de dois meios aéreos italianos.

A polícia revelou ainda que o tribunal ordenou que um homem, de 67 anos, permanecesse sob custódia das autoridades, durante oito dias, para ajudar na investigação das causas do incêndio.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG