Putin está a usar "inverno como arma de guerra", acusa Stoltenberg

O secretário-geral da NATO afirmou que a Rússia deve continuar a atacar as infraestruturas de energia da Ucrânia.

Jens Stoltenberg, secretário-geral da NATO, afirmou esta segunda-feira que a Ucrânia deve esperar mais ataques russos a infraestruturas críticas que comprometem a rede elétrica e o fornecimento de gás no país, bem como os serviços básicos da população, noticia a Reuters

"Fazer isso quando entramos no inverno demonstra que o presidente [russo, Vladimir] Putin, está agora a tentar utilizar o inverno como arma de guerra contra a Ucrânia", afirmou Stoltenberg, citado pela agência de notícias.

A acusação do secretário-geral foi proferida durante uma conferência de imprensa na véspera de um encontro de dois dias com os ministros dos Negócios Estrangeitos dos países da Aliança Atlântica, que vai decorrer em Bucareste, capital da Roménia.

O chefe da diplomacia portuguesa, João Gomes Cravinho, vai estar nesta reunião do Conselho do Atlântico Norte, que conta com a participação de Dmytro Kuleba, ministro ucraniano dos Negócios Estrangeiros.

O apoio da NATO à Ucrânia, nomeadamente as necessidades mais urgentes que o pais enfrenta nesta guerra que dura há mais de nove meses, é um dos temas desta reunião. A resiliência da Aliança e os "desafios colocados pela China" também vão ser debatidos.

Na sexta-feira, Jens Stoltenberg vincou que a NATO "não vai recuar" no apoio à Ucrânia face à invasão da Federação Russa.

Salientando que "os Aliados estão a fornecer apoio militar sem precedentes", Stoltenberg espera que os ministros dos Negócios Estrangeiros concordem em aumentar o apoio "não letal".

Stoltenberg considerou que este será um "início horrível do inverno" na Ucrânia, devido à escalada de ataques russos nas últimas semanas, e prometeu apoio às autoridades ucranianas durante "o tempo que for necessário".

Quanto à China, o secretário-geral da NATO sublinhou que esta potência "não é um adversário" mas "está a intensificar a modernização militar, aumentando a sua presença, do Ártico aos Balcãs Ocidentais, do espaço para o ciberespaço, e procurando controlar as infraestruturas críticas dos aliados da NATO".

Com Lusa

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