Procuradores fazem buscas na sede do partido de Emmanuel Macron

O porta-voz do partido confirmou as buscas e referiu que "é normal que a justiça investigue de forma livre e independente para lançar toda a luz sobre esta questão".

Os procuradores franceses informaram esta quarta-feira que houve buscas na sede do partido do presidente Emmanuel Macron, como parte de uma investigação sobre o papel de consultoras privadas nas campanhas eleitorais de 2017 e 2022.

Os escritórios parisienses da consultora americana McKinsey também foram revistados na terça-feira, segundo a Procuradoria-Geral Financeira Nacional (PNF).

O uso de consultoras nos governos de Macron chamou a atenção depois de um relatório do Senado ter desencadeado uma forte polémica sobre o uso de recursos públicos e a oposição pediu uma investigação sobre as ligações entre o partido do governo e a consultoria McKinsey.

"É normal que a justiça investigue de forma livre e independente para lançar toda a luz sobre esta questão", disse à AFP Loïc Signor, porta-voz do partido no poder, Renascimento (ex-República em Marcha).

O partido está à disposição da justiça "para comunicar qualquer elemento útil sobre as referidas campanhas", acrescentou.

A McKinsey também confirmou as buscas nos seus escritórios e indicou estar à disposição para "cooperar plenamente com as autoridades públicas".

Em 20 de outubro de 2022, o Ministério Público abriu uma investigação sobre as "condições de intervenção de empresas de consultoria nas campanhas eleitorais de 2017 e 2022", especialmente no que diz respeito à contabilidade. Um dia depois, começou outra por "favorecimento".

A Procuradoria Financeira Nacional já tinha aberto uma investigação em 31 de março por lavagem de fraude fiscal agravada, que já levou a uma operação de busca na sede da McKinsey na França em 24 de maio, após o relatório do Senado sobre consultores privados.

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