Polónia pretende construir um muro na fronteira com a Bielorrússia

Através da construção de um muro, com o custo estimado de 353 milhões de euros, o governo nacionalista polaco quer travar o fluxo de migrantes que cruzam a fronteira da Bielorrússia com a Polónia.

A Polónia está a preparar a construção de um muro para evitar que os migrantes cruzem a sua fronteira a partir da Bielorrússia, medida que será apresentada em proposta de lei e debatida no parlamento até quinta-feira (dia 14 de outubro).

O custo de construção do muro está estimado em 353 milhões de euros e incluirá também a instalação de detetores de movimento.

A proposta, que estipula que ninguém poderá estar a menos de 200 metros do muro, foi aprovada pelo Governo nacionalista polaco na terça-feira (12 de outubro) e justificada com o "aumento do número de tentativas de cruzar a fronteira".

Desde agosto, milhares de migrantes, com origem sobretudo no Médio Oriente e em África, tentaram cruzar a fronteira da Bielorrússia para a Polónia, país que pertence à União Europeia.

Segundo Bruxelas, o regime bielorrusso organizou deliberadamente este aumento do fluxo de migrantes como retaliação pelas sanções europeias impostas para penalizar o regime de Alexander Lukashenko.

A Polónia respondeu enviando milhares de militares para a fronteira e adotando um estado de emergência, além de construir uma cerca de arame farpado.

O país foi um dos 12 Estados que, na semana passada, pediram a Bruxelas para financiar "barreiras" fronteiriças para impedir que os migrantes entrem no território da União Europeia.

O projeto do muro já foi criticado por organizações não governamentais, que acusam as autoridades polacas de reagir com brutalidade à tentativa de entrada de migrantes e que alertam contra uma possível "catástrofe humanitária", em particular por causa das condições de vida dos migrantes que são obrigados a esperar nos bosques e pântanos perto da fronteira numa altura em que o frio já causou vítimas de hipotermia.

O estado de emergência, que impede que jornalistas e organizações humanitárias se aproximem da fronteira, tem sido particularmente controverso na UE.

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