Polícia detém homem com arma branca à entrada de missa com Papa

O homem tentava entrar no estádio onde o Papa Francisco celebrava uma missa, em Nicósia, Chipre.

A polícia cipriota deteve na manhã desta sexta-feira um homem que tentava entrar com uma faca no estádio, em Nicósia, onde o Papa Francisco celebrava uma missa.

Segundo fonte policial disse à agência Reuters, a faca parecia ser de uso pessoal e não estaria relacionada com a presença do Papa no recinto. No entanto, o homem, de 43 anos, foi levado para ser interrogado.

O Papa Francisco iniciou na quinta-feira uma visita a Chipre, tendo apelodo à "unidade" e à "ultrapassagem das divisões", num momento em que a ilha mediterrânica membro da União Europeia (UE) enfrenta uma importante crise migratória.

"Para construir um futuro digno do Homem, é necessário trabalhar em conjunto, ultrapassar as divisões, abater os muros e cultivar o sonho da unidade", afirmou o pontífice numa catedral maronita na capital cipriota, Nicósia.

"Temos necessidade de acolher e de integrar, de caminharmos juntos", acrescentou.

O Papa evocou o Mediterrâneo como "um mar de histórias diferentes, um mar que foi o berço de tantas civilizações, um mar onde ainda hoje desembarcam pessoas, povos e culturas de todas as partes do mundo".

A República de Chipre, que apenas controla cerca de dois terços da ilha com maioria de população grega, regista o número mais elevado de primeiros pedidos de asilo, em proporção com a sua população de cerca de um milhão de habitantes, entre os 27 Estados-membros da UE.

No seu primeiro ato junto da minoria católica da ilha, sobretudo formada por migrantes, o Papa reafirmou que "não devemos sentir a diversidade como uma ameaça contra a identidade" e assinalou que "não pode haver muros na Igreja".

"Também não devemos recear preocupar-nos com os respetivos espaços" porque "se cairmos nessa tentação cresce o medo, o medo gera desconfiança, a desconfiança conduz à suspeita e, antes ou depois, leva à guerra", advertiu.

Nesta sua viagem de dois dias a Chipre, e antes de voltar a visitar a Grécia, Francisco optou por se reunir em primeiro lugar com a antiga comunidade maronita, com cerca de 8.000 fiéis na ilha, proveniente do Líbano e que tenta manter as suas tradições, em particular após a invasão da Turquia da parte norte do país.

Numa referência ao Líbano, o Papa manifestou "muita preocupação" pela crise social, económica e humanitária do país vizinho, apenas separado de Chipre por uma faixa do Mediterrâneo de 160 quilómetros, e recordou "a dor de um povo fatigado e esgotado pela violência e o sofrimento".

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