Pelo menos 30 mortos em ataque a creche na Tailândia. 24 crianças entre as vítimas

Homem que levou a cabo o ataque transportava uma arma de fogo e uma faca, tendo ainda matado a família e colocado termo à própria vida.

Pelo menos 35 pessoas morreram esta quinta-feira, entre as quais 24 crianças entre dois e três anos, na sequência de um ataque a uma creche no nordeste da Tailândia por parte de um ex-polícia que transportava uma pistola, uma espingarda e uma faca, informaram as autoridades locais.

Após o ataque, o agressor fugiu num veículo, matou a sua família e colocou termo à própria vida.

Achayon Kraithong, porta-voz da polícia nacional, disse à AFP que o incidente aconteceu na província de Nong Bua Lam Phu.

"O número de mortos no incidente é de pelo menos 30 pessoas", disse Anucha Burapachaisri, porta-voz do gabinete do primeiro-ministro tailandês.

A creche situa-se na cidade de Uthai Sawan, na província de Nong Bua Lamphu, a cerca de 200 quilómetros a nordeste da capital tailandesa, Banguecoque.

Desconhece-se o motivo do ataque, mas as autoridades disseram que o suspeito, identificado como Panya Khamrab, 34 anos, tinha sido expulso da polícia em junho, por ter sido encontrado na posse de drogas.

A polícia suspeita que o atacante estivesse sob a influência de droga na altura do ataque, segundo o jornal tailandês Bangkok Post.

O ex-polícia deveria comparecer perante um tribunal na sexta-feira, num processo relacionado com a posse de drogas, noticiou o jornal tailandês Daily News.

A notícia do ataque espalhou-se rapidamente por todo o país e desencadeou cenas de desespero e angústia em Uthai Sawan, uma cidade rural com cerca de 80.000 habitantes.

Dezenas de familiares das vítimas correram para o infantário, que foi isolado pela polícia, em busca de informações sobre os acontecimentos e as identidades das vítimas.

Algumas das mães em desespero tiveram de receber atenção médica, enquanto outras foram confortadas por outros residentes, de acordo com imagens divulgadas nas redes sociais por testemunhas, citadas pelas agências internacionais.

Uma das professoras que estavam na creche descreveu os momentos aterradores e testemunhou que o atacante "disparava, partia vidros e matava" adultos e crianças.

O primeiro-ministro tailandês, Prayut Chan-ocha, ordenou ao chefe da polícia que viajasse para Uthai Sawan para coordenar as investigações e apresentou condolências às famílias das vítimas, segundo anunciou nas redes sociais.

Os ataques deste género são raros na Tailândia, mas em fevereiro de 2020, um oficial do exército matou 29 pessoas depois de ter discutido com um superior.

em atualização

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