Papa defende que deve ser dada novamente voz aos pobres

O Papa Francisco defendeu esta sexta-feira que deve ser dada novamente voz aos mais necessitados, durante uma visita à cidade de São Francisco de Assis, em Itália, a propósito do Dia Mundial dos Pobres, que se celebra no domingo.

"É hora de os pobres se manifestarem, porque as suas reivindicações não foram ouvidas durante muito tempo. É hora de abrir os olhos para a desigualdade em que vivem tantas famílias. É hora de arregaçar as mangas para restaurar a dignidade através da criação de emprego", sublinhou o chefe da Igreja Católica.

Criticando "a injustiça de certas medidas económicas" e "a hipocrisia de quem quer enriquecer de forma desproporcional", o Papa pediu um "exame de consciência".

Antes de regressar ao Vaticano, Francisco convidou as pessoas "a indignarem-se com a realidade das crianças famintas, reduzidas à escravidão", e pediu "o fim da violência contra as mulheres, para que sejam respeitadas e não tratadas como mercadoria".

O Papa Francisco chegou hoje a Assis, Itália, pela manhã, onde foi recebido por mais de 500 pessoas em situação de precariedade de diferentes países da Europa.

Uma dessas pessoas, Louis Royer, de 54 anos, dos quais 25 vividos na rua, esta jornada simbólica representa "um grande sinal de esperança".

"Hoje, somos todos iguais, não há grandes nem pequenos. Aquece o coração. Espero que leve alguns a sobreviver", disse à agência France-Presse.

Desde 2013, esta foi a quinta visita do Papa a Assis, onde esteve pela última vez em outubro do ano passado para a assinatura de sua encíclica Fratelli tutti.

À chegada, o Papa recebeu simbolicamente o cajado do peregrino antes de entrar na Basílica de Santa Maria dos Anjos e em frente à Porciúncula, uma pequena capela onde Francisco de Assis morreu em 1226, conversou com seis pessoas, incluindo dois afegãos, sobre a sua jornada.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG