"Nunca vi nada assim". Angelina Jolie visita vítimas das cheias no Paquistão

O Paquistão foi atingido por chuvas sem precedentes que inundaram um terço do país - uma área do tamanho do Reino Unido - e mataram quase 1600 pessoas, segundo os últimos números do governo.

A estrela de Hollywood e ativista humanitária Angelina Jolie disse que o desastre das inundações no Paquistão deve ser um "alerta" para o mundo em relação às alterações climáticas, e pediu mais ajuda internacional após se reunir com as vítimas.

O Paquistão foi atingido por chuvas sem precedentes que inundaram um terço do país - uma área do tamanho do Reino Unido - e mataram quase 1600 pessoas, segundo os últimos números do governo.

Mais de sete milhões de pessoas foram deslocadas, estando muitas a viver em tendas improvisadas sem proteção contra mosquitos e muitas vezes com pouco acesso a água potável ou instalações sanitárias.

"Nunca vi nada assim", disse Jolie, que já havia visitado o Paquistão para conhecer as vítimas das devastadoras enchentes de 2010 e do terramoto mortal de 2005, em imagens divulgadas na quinta-feira.

"Estou absolutamente convosco para pressionar a comunidade internacional a fazer mais... Acho que este é um verdadeiro alerta para o mundo sobre o estado a que chegámos", afirmou numa reunião de autoridades civis e militares na capital Islamabad.

"As alterações climáticas não são apenas reais e não estão apenas a chegar, estão muito representadas aqui", acrescentou.

A atriz, que representa o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), visitou a província de Sindh, no sul do país, uma das áreas mais afetadas, onde se encontrou com vítimas de cheias que se encontram deslocadas.

As Nações Unidas alertaram para um "segundo desastre" de doenças como dengue, malária, cólera e diarreia, bem como de desnutrição. "Tenho falado com as pessoas e pensado que, se não houver ajuda suficiente, elas não estarão aqui nas próximas semanas, não conseguirão", disse Jolie.

Os cientistas associaram as fortes chuvadas às alterações climáticas.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG