Novos ataques fazem aumentar para 181 os mortos em Gaza

Segundo um porta-voz militar, daquele total cerca de 450 'rockets' caíram dentro da Faixa de Gaza, enclave costeiro palestiniano, e cerca de 1.150 foram intercetados pelo sistema antimísseis israelita, conhecido como "Cúpula de Ferro".

Pelo menos 33 palestinianos morreram hoje, incluindo oito crianças, na sequência de ataques aéreos israelitas à Faixa de Gaza, sendo este o balanço mais mortífero desde que o conflito teve início e do qual já resultaram 181 mortos.

Entre as vítimas mortais deste domingo contam-se ainda 12 mulheres, segundo avançou o Ministério da Saúde palestiniano, que indicou que as oito crianças morreram durante o bombardeamento a um bairro na Cidade de Gaza, de que resultou a destruição de três prédios.

Minutos após o ataque, as equipas de socorro conseguiram resgatar um sobrevivente e colocá-lo numa maca, sendo que, dos ataques de hoje, há ainda a registar 50 feridos, de acordo com a Associated Press.

Já hoje tinha sido avançado que as forças israelitas efetuaram 50 bombardeamentos em menos de 15 minutos, tendo atingido a residência da família do líder do movimento islâmico Hamas Yahya Sinwar, que não se encontrava em casa no momento do ataque.

As milícias palestinianas na Faixa de Gaza, por seu lado, lançaram cerca de 2.900 'rockets' contra Israel desde que este conflito começou, na passada segunda-feira, de acordo com dados avançados hoje pelo exército israelita e citados pela Efe.

Segundo um porta-voz militar, daquele total cerca de 450 'rockets' caíram dentro da Faixa de Gaza, enclave costeiro palestiniano, e cerca de 1.150 foram intercetados pelo sistema antimísseis israelita, conhecido como "Cúpula de Ferro".

No sábado, em Gaza, um edifício de 13 andares foi destruído por um ataque aéreo israelita, um edifício na cidade de Gaza que albergava os escritórios de várias organizações internacionais de comunicação social, assim como apartamentos residenciais.

Os combates começaram em 10 de maio, após semanas de tensão entre israelitas e palestinianos em Jerusalém Oriental, que culminaram em confrontos na Esplanada das Mesquitas, o terceiro lugar sagrado do islão junto ao local mais sagrado do judaísmo.

Ao lançamento maciço de foguetes por grupos armados em Gaza em direção a Israel opõe-se o bombardeamento sistemático por forças israelitas contra a Faixa de Gaza.

O conflito israelo-palestiniano remonta à fundação do Estado de Israel, cuja independência foi proclamada em 14 de maio de 1948.

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