Novos ataques de artilharia contra central nuclear de Zaporijia

A central nuclear já tinha sido atacada duas vezes durante a semana passada.

Novos ataques de artilharia atingiram esta quinta-feira a central nuclear de Zaporijia, com Ucrânia e Rússia a culparem-se mutuamente.

Um membro da administração pró-russa daquela região do sul da Ucrânia, Vladimir Rogov, declarou que "os militantes [do Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky] dispararam novamente contra a central nuclear de Zaporijia, a maior da Ucrânia e da Europa".

A empresa ucraniana que opera a central afirmou que os russos acertaram cinco vezes perto de um depósito de material radioativo.

Zaporijia já tinha sido atacada duas vezes na semana passada, suscitando preocupação da comunidade internacional.

Rússia e Ucrânia trocam acusações

Rússia e Ucrânia acusaram-se esta quinta-feira de realizar novos bombardeamentos na área da central nuclear ucraniana de Zaporijia, antes de uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU para discutir a situação no local.

Ambas as partes observaram, no entanto, que os níveis de radiação na central, a maior da Europa, estavam "dentro dos limites normais".

As forças ucranianas "mais uma vez bombardearam a central nuclear de Zaporijia e o território perto da instalação nuclear", disse Vladimir Rogov, membro da administração regional instalada em Zaporijia desde março.

De acordo com Rogov, os ucranianos usaram vários sistemas de lançamento de foguetes e artilharia pesada para realizar os ataques.

"Os russos bombardearam novamente a central nuclear de Zaporijia", acusou o operador nuclear da Ucrânia Energoatom.

Ambos os lados relataram cinco bombardeamentos perto de uma unidade de armazenamento de substâncias radioativas.

Num comunicado anterior, a Energoatom assegurou que a situação na fábrica está "atualmente sob controlo".

Na semana passada houve vários ataques, pelos quais ambos os lados se culpam, perto desta usina.

As tropas russas assumiram o controlo desta usina a 4 de março, logo após o início da invasão da Ucrânia a 24 de fevereiro.

O secretário-geral da ONU alertou esta quinta-feira para o risco de "catástrofe" na central de Zaporijia, antes de uma reunião do Conselho de Segurança sobre a situação de segurança na usina.

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