Sismo no Haiti. Equipas de resgate procuram sobreviventes

Ainda se fazem as contas aos danos materiais. Há para já 304 mortos e pelo menos 1800 feridos. Hospitais estão sem capacidade de resposta. Marcelo enviou mensagem de solidariedade.

O terramoto de magnitude 7,2 que sacudiu o Haiti na manhã deste sábado fez pelo menos 304 mortos e danos a propriedades neste país caribenho que ainda se recupera do devastador terremoto de 2010 e sofre uma crise social e política em plena pandemia de covid-19.

As equipas de resgate fazem agora um trabalho de procura de sobreviventes no meio dos escombros dos prédios que não resistiram ao abalo, sendo que muitas pessoas já foram salvas, de acordo com as autoridades locais. Na última atualização dos números da tragédia, a proteção civil haitiana estimou em cerca de 1800 os feridos resultantes do sismo.

O terramoto, que fez tremer as casas e obrigou os habitantes a procurar abrigo, ocorreu a 12 km da cidade de São Luís do Sul, localizada a 160 km da capital haitiana, Port au Prince, segundo dados do Instituto Geológico dos Estados Unidos (USGS).

O sismo fez pelo menos 304 mortos, segundo balanço divulgado à noite por Jerry Chandler, diretor de Proteção Civil do Haiti, em conferência de imprensa.

Hospitais das regiões mais afetadas pelo sismo já se encontram em dificuldades para prestar ajuda de emergência. Pelo menos três centros de saúde nas cidades de Pestel, Corailles e Roseaux estão sem capacidade para receber mais pacientes, segundo Jerry Chandler, diretor da Proteção Civil.

"As casas e os muros que as cercam desabaram. O telhado da catedral caiu", detalhou Job Joseph, residente da cidade de Jeremie, no extremo oriente do Haiti.

O Haiti declarou estado de emergência em resposta à catástrofe e o presidente americano, Joe Biden, aprovou uma ajuda "imediata" para o país caribenho.

Marcelo envia mensagem de solidariedade

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, enviou este domingo ao presidente interino do Haiti uma mensagem de "profunda preocupação" com as "consequências devastadoras" do sismo que assolou o país, expressando solidariedade e enviando condolências ao povo haitiano.

"O Presidente Marcelo Rebelo de Sousa transmitiu ao Presidente Interino do Haiti a profunda preocupação do povo português com as consequências devastadoras do sismo que assolou o Haiti, expressando solidariedade e condolências às famílias das vítimas e ao povo haitiano, bem como a todos os afetados por esta catástrofe natural", lê-se numa mensagem divulgada no sítio da internet da Presidência da República.

Papa apela à solidariedade de todos

O Papa Francisco pediu este domingo a ajuda e solidariedade da comunidade internacional para aliviar as consequências do terramoto no Haiti.

De acordo com a agência espanhola Efe, depois de rezar o Angelus dominical na Praça de São Pedro, o Papa disse estar próximo das "queridas populações gravemente afetadas" pelo terramoto, orando e encorajando os sobreviventes.

Francisco disse esperar que "o interesse participativo da comunidade internacional se manifeste e que a solidariedade de todos possa amenizar as consequências da tragédia".

Venezuela vai enviar apoio humanitário

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, já anunciou que vai enviar apoio ao Haiti. "Vamos apoiar com tudo o que sabemos fazer na Proteção Civil e com tudo que podemos", anunciou Nicolás Maduro, durante um evento de campanha com o Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), citado pela agência de notícias espanhola, Efe.

O líder venezuelano expressou a sua solidariedade e reiterou o pedido à sua ministro do Interior, Carmen Meléndez, para que coordene "a todos os níveis" o apoio a enviar ao Haiti, que este sábado foi atingido por um sismo considerado um dos 10 mais letais dos últimos 25 anos na América Latina.

O ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Jorge Arreaza, já tinha avançado, em comunicado, que o país estava atento e disponível para prestar assistência humanitária ao Haiti e contribuir para "superar este lamentável e doloroso acontecimento".

Notícia atualizada às 14.30

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