Exclusivo Nicola Sturgeon, a primeira ministra recordista que insiste em levar a Escócia à independência

À frente do governo escocês desde 2014, a líder do Partido Nacionalista Escocês arrisca o seu legado político com a proposta de um segundo referendo a 19 de outubro de 2023, menos de uma década depois do anterior.

Foi a primeira-ministra Margaret Thatcher que inspirou Nicola Sturgeon a aderir, com apenas 16 anos, ao Partido Nacionalista Escocês (SNP). Não porque a conservadora britânica fosse um exemplo a seguir numa altura em que a economia não andava lá muito bem e o desemprego parecia ser a norma, mas porque já então considerava que era errado que a Escócia fosse governada por um Executivo que não tinha eleito e porque estava convencida de que só a independência podia fazer prosperar o país. Algo que continua a defender hoje, aos 51 anos, os últimos sete à frente do governo escocês. E porque insiste em realizar um segundo referendo sobre o tema.

Sturgeon arrisca o seu legado político com a tentativa de realizar um segundo referendo sobre a independência da Escócia menos de 10 anos depois do primeiro, numa altura em que as sondagens indicam que esta não é uma prioridade nos próximos dois anos. Segundo a YouGov, só um em cada cinco escoceses acredita ser uma prioridade (atrás do sistema nacional de saúde, da economia, da educação ou da crise climática). E, chamada a pronunciar-se sobre o tema, a maioria voltaria a votar contra esta ideia. "Se houvesse um referendo amanhã, 44% dos escoceses dizem que votariam "sim", enquanto 46% votariam "não", havendo ainda 10% de indecisos", segundo uma pesquisa da Savanta ComRes para o The Scotsman. "Removendo esses indecisos, a intenção de voto seria 51% a favor do "não" e 49% a favor do "sim"."

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