"Não queremos um ladrão no governo", diz Bolsonaro

Montado num touro, candidato volta a falar em ganhar à primeira volta. Lula quer derrotar rival "mas também o bolsonarismo". Ciro sofre com traição dos irmãos.

Jair Bolsonaro (PL) voltou a chamar Lula da Silva (PT) de "ladrão" em discursos de campanha nas cidades de Petrolina e Juazeiro, que apesar de vizinhas são em estados diferentes, Pernambuco e Bahia. O candidato à reeleição voltou a afirmar que acredita numa vitória já à primeira volta, contrariando os sinais das sondagens.

"Nós não queremos um ladrão chefiando o governo federal. Acreditamos que o povo brasileiro no próximo dia 2 de outubro vai eleger Jair Bolsonaro à primeira volta", disse o próprio, montado num touro com autocolantes alusivos ao candidato nos chifres, antes de almoçar no "Bodódromo", em Petrolina, e partir de moto, sem capacete, para Juazeiro.

"Se essa for a vontade de Deus, pelas mãos de vocês, vamos ganhar na primeira volta. Onde o povo estiver, nós lá estaremos!", prosseguiu. Segundo a última sondagem Ipec, no entanto, Lula soma 48% contra 31% de Bolsonaro. No Nordeste, onde o presidente discursava, o antigo presidente é o preferido de 62%.

Lula, por sua vez, após reunião com ministros dos governos de Fernando Henrique Cardoso, do rival PSDB, disse que "o bolsonarismo vai continuar existindo". "Nós vamos ganhar a Bolsonaro mas o bolsonarismo vai continuar existindo e precisamos derrotá-lo com debate político, com discussão sadia, para que a sociedade entenda que o país não pode mais ter gente do naipe deles governando ou fazendo política".

"Nunca encarei o PSDB como inimigo. Sempre foi um adversário conjuntural em época de eleição. É importante que a gente não pense igual, que tenha diferenças. Quando as pessoas falam da polarização que está acontecendo hoje, digo que feliz era o Brasil quando a polarização era entre PT e PSDB", concluiu.

Para Simone Tebet (MDB), que fez campanha em São Paulo, "Lula e Bolsonaro alimentam-se". "O único voto útil sou eu", afirmou. Para a candidata, "enquanto temos 5 milhões de crianças dormindo com fome, temos dois candidatos que falam de ideologia e, populistas que são, não apresentam projeto de país e se alimentam dessa polarização e do ódio, nós do centro democrático apresentamo-nos ao Brasil, eu não posso dormir tranquila sabendo que 33 milhões de pessoas estão em insegurança alimentar".

Ciro Gomes (PDT), também em campanha contra o voto útil, lamentou em entrevista à TV Record que os irmãos políticos, Cid e Ivo Gomes, apoiem o candidato do PT no estado natal dos três, o Ceará. "A ferida da facada nas costas ainda está aberta, ainda está sangrando...".

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