MNE da UE estão reunidos em Kiev. "Reunião histórica", diz Borrell

Trata-se da "primeira reunião de sempre dos 27 estados-membros fora da UE", realçou o chefe da diplomacia europeia. Os reforços do apoio militar, monetário e das sanções vão em estar em cima da mesa, segundo o ministro dos Negócios Estrangeiros português.
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O chefe da diplomacia da União Europeia, Josep Borrell, anunciou esta segunda-feira que todos os ministros dos Negócios Estrangeiros do bloco comunitário estão reunidos, pela primeira vez, fora das fronteiras da UE, na capital ucraniana, Kiev.

Uma "reunião histórica de ministros dos Negócios Estrangeiros da UE na Ucrânia", anunciou Borrell sobre "a primeira reunião de sempre dos 27 estados-membros fora da UE".

"O futuro da Ucrânia é na UE", destacou Borrell.

O encontro está a decorrer no "país candidato e futuro membro da UE". "Estamos aqui para expressar nossa solidariedade e apoio ao povo ucraniano", referiu o alto representante para a Política Externa da União Europeia.

O chefe da diplomacia portuguesa também está em Kiev para participar na reunião informal dos ministros dos Negócios Estrangeiros da UE. João Cravinho disse em Kiev que na reunião da União Europeia vão ser discutidos os reforços do apoio militar, monetário e das sanções e manifestar solidariedade para com a Ucrânia.

"Estão cá todos os 27 países da União Europeia representados. Vamos discutir o reforço do apoio militar, do reforço do apoio monetário e do reforço das sanções e, sobretudo, vamos manifestar a nossa solidariedade em relação à Ucrânia e no seu processo de integração na União Europeia", disse o ministro em declarações em Kiev, divulgadas pela RTP.

"[A reunião] é um sinal que se pretende o mais forte possível de compromisso com a Ucrânia. No caso de Portugal, vem cinco semanas depois da visita do Presidente [da República] Marcelo Rebelo de Sousa. Haverá também oportunidade do meu lado para uma conversa bilateral com o vice-primeiro-ministro da Ucrânia sobre as relações Portugal/Ucrânia , de como podemos trabalhar mais e melhor juntos para reforçar o apoio de Portugal", sublinhou.

"Uma forma de demonstrar todo o apoio da UE à Ucrânia, país em guerra desde a invasão da Rússia em fevereiro do ano passado", realçou o ministro português numa mensagem publicada nas redes sociais.

"Esta manhã de novo em Kiev, agora para uma reunião de MNEs da UE demonstrando total solidariedade com a luta do povo ucraniano pela sua soberania e integridade territorial. Vamos ter: Mais apoio financeiro, mais apoio militar, reforço de sanções", informou o ministro português.

O ministro dos Negócios Estrangeiros, João Cravinho, disse hoje em Kiev que na reunião da União Europeia (UE) vão ser discutidos os reforços do apoio militar, monetário e das sanções e manifestar solidariedade para com a Ucrânia.

Noutra mensagem, cravinho adianta que já participou numa homenagem aos que morreram na sequência da guerra.

"O primeiro momento foi a homenagem a todos aqueles que perderam a vida, defendendo o seu país contra a bárbara invasão russa. O seu sacrifício ficará para sempre nas nossas memórias", escreveu o ministro na rede social.

Sobre a vitória do partido populista Direção-social Democracia (Smer-SSD), do antigo primeiro-ministro Robert Fico, que se opõe à ajuda à Ucrânia, nas eleições legislativas na Eslováquia, João Cravinho disse não acreditar que o resultado das eleições mudem a posição da União Europeia.

"Nos 27 países somos todos democracias. Há eleições periódicas nos governos dos vários países, a União Europeia tem uma tradição muita clara, muito forte. Não acredito que as eleições na Eslováquia mudem aquilo que é a posição da União Europeia", disse.

O chefe da diplomacia ucraniana, Dmytro Kuleba, saudou a primeira reunião da diplomacia europeia em Kiev que, afirmou, vai realizar-se "dentro das futuras fronteiras da União Europeia".

"Este é um acontecimento histórico porque, pela primeira vez, estamos a reunir-nos fora (...) das fronteiras da União Europeia (UE)- mas dentro das futuras fronteiras da União Europeia", disse Dmytro Kuleba, ao receber os homólogos da União Europeia em Kiev.

Notícia atualizada às 09:37

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