Meloni já tomou posse como primeira-ministra de Itália

Do total de 24 ministérios e um subsecretário da Presidência (Alfredo Mantovano) do Governo de Meloni, oito serão para o seu partido, quatro para a Liga e seis para o Força Itália, ao passo que seis serão ocupados por técnicos.
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A líder dos Irmãos de Itália (de extrema-direita), Giorgia Meloni, tomou este sábado posse como primeira-ministra, tornando-se a primeira mulher a assumir este cargo na história do país.

"Juro ser fiel à República, cumprir lealmente a Constituição e as leis e exercer o meu mandato e as minhas funções no interesse exclusivo da nação", disse Meloni perante o Presidente da República, numa cerimónia que teve lugar no Salão das Festas do Palácio do Quirinal, em Roma.

De seguida, Giorgia Meloni assinou o decreto da sua nomeação e cumprimentou o Presidente da República, Sérgio Mattarella, colocando-se à sua esquerda para presidir ao juramento dos seus 24 ministros.

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Os primeiros a fazê-lo foram os seus dois vice-presidentes, Matteo Salvini e Antonio Tajani, líderes, respetivamente, da Liga, de extrema-direita, e do conservador Força Itália, os dois partidos da coligação de direita que venceu as eleições de 25 de setembro.

Salvini terá também a pasta das Infraestruturas e Mobilidade Sustentável, enquanto Tajano tutelará os Negócios Estrangeiros.

O juramento contou com a presença de todos os ministros e, como manda o protocolo, do subsecretario da Presidência do Governo, Alfredo Mantovano, um dos cargos mais influentes do executivo e que tomará posse durante o primeiro Conselho de Ministros, que terá lugar no domingo.

Do total de 24 ministérios e um subsecretário da Presidência (Alfredo Mantovano) do Governo de Meloni, oito serão para o seu partido, quatro para a Liga e seis para o Força Itália, ao passo que seis serão ocupados por técnicos.

A passagem do poder entre Draghi e Meloni decorrerá no domingo às 08:30 (09:30 de Lisboa) no palácio Chigi, sede do Governo, seguindo-se-lhe o primeiro conselho de ministros.

Eurocética notória, Meloni desistiu de fazer campanha pela saída de Itália do euro, mas prometeu defender mais os interesses do seu país em Bruxelas - numa altura em que o crescimento depende dos quase 200 mil milhões de euros de subsídios e empréstimos concedidos pela UE a Itália, no âmbito do seu fundo de recuperação pós-pandemia de covid-19.

Os dirigentes das instituições europeias felicitaram este sábado Giorgia Meloni como primeira-ministra de Itália e por ser a primeira mulher a ocupar este cargo, pedindo à líder do partido de extrema-direita 'Irmãos de Itália' uma "cooperação construtiva".

"Parabéns Geórgia pela sua nomeação como primeira-ministra italiana, a primeira mulher a ocupar o cargo", disse a presidente da Comissão Europeia (CE), Ursula Von der Leyen, que em 2019 também se tornou a primeira mulher a ocupar o cargo de chefe do executivo europeu.

"Conto e espero uma cooperação construtiva com o novo Governo relativamente aos desafios que enfrentamos em conjunto", acrescentou Von der Leyen.

Na mesma linha, o presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, afirmou: "Vamos trabalhar juntos e benefício da Itália e da União Europeia".

O ex-primeiro-ministro belga também felicitou Meloni por ser a primeira mulher a assumir aquelas funções em Itália, assim como a presidente do Parlamento Europeu, Roberta Metsola.

"A Europa precisa da Itália. Juntos superaremos todas as dificuldades", disse Metsola, que desejou um "bom trabalho" à nova primeira-ministra italiana.

A presidente do Parlamento Europeu sublinhou ainda que a "Europa enfrenta enormes desafios" e pediu para permanecer "unida e decidida" no apoio aos cidadãos europeus e a Ucrânia.

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