Sergio Massa venceu Javier Milei no último debate televisivo entre os dois candidatos à presidência da Argentina, cujas eleições se realizam dia 19. De acordo com os principais jornais de Buenos Aires. o candidato da coligação Unión Por La Patria e atual ministro da Economia "domesticou o leão", a alcunha que o líder da coligação La Libertad Avanza, um libertário de direita, impôs a si mesmo.."Massa ganhou vantagem a um Milei que não aproveitou a enorme crise que deixa o governo", titulou o Clarín, jornal crítico do atual executivo de Alberto Fernández, do qual Massa é figura destacada, mas também das ideias descritas como "anarco-capitalistas" de Milei. "As armadilhas e os ataques cruzados prevaleceram sobre as propostas e o candidato do governo pediu respostas constantes ao opositor que praticamente não contra-atacou", continua o jornal. Em editorial, afirma que Massa provou "ser um político profissional" mas pergunta se isso "acrescenta ou afugenta votantes"..O diário La Nación pediu a opinião a 11 analistas e os 11 deram a vitória a Massa, 51 anos, sobre Milei, 53, observados itens como solidez argumentativa, reflexos políticos, gestualidade e, sobretudo, estratégia. Bem preparado, o ministro da Economia pediu para o economista e comentador televisivo contar "porque não lhe renovaram o estágio no Banco Central", sugerindo que o rival falhou nos exames psicotécnicos. "Conta-nos, conta-nos, Javier", insistiu Massa. "Por isso que queres fechar o Banco Central? Porque nalgum momento te sentiste rejeitado", concluiu, naquele que a imprensa classificou como momento da noite. ."O leão domado", titula, entretanto, o Página12 , jornal conotado com a esquerda e por isso com viés pro-Massa. "O candidato do Unión Por La Patria concentrou-se em deixar a nu as inconsistências do rival e consolidar as bases do seu projeto de união nacional".."Ganhamos os três pontos", resumiu a equipa de Massa. Milei publicou nas redes sociais que "de um lado estava um político mentiroso, cínico, prepotente, soberbo que acha que o Estado lhe pertence (...) e do outro um grupo de cidadãos que se meteu na imundície da política para mudar uma realidade decadente da qual o ministro Massa é responsável".