178 pessoas detidas em 15 cidades da Rússia por protestos contra a guerra

Realizaram-se manifestações contra a invasão à Ucrânia em 15 cidades da Rússia, incluindo em São Petersburgo e em Moscovo, num parque ao lado do Kremlin.

Quase duas centenas de pessoas foram detidas este sábado em toda a Rússia durante protestos contra a ofensiva russa na Ucrânia, disse a organização não governamental OVD-Info, especializada na monitorização de detenções no país. "Até às 13.00 horas, mais de 178 pessoas tinham sido presas em 15 cidades russas".

A polícia russa deteve mais de 20 pessoas num parque de Moscovo durante um protesto contra a ofensiva russa na Ucrânia, de acordo com a AFP.

Em Moscovo, o protesto estava marcado para as 12.00 (hora de Lisboa), no Parque Zaryadye, muito próximo do Kremlin. A polícia começou rapidamente a deter pessoas sentadas nos bancos do parque, durante uma tempestade de neve.

"Não à guerra na Ucrânia!", gritou uma jovem que foi detida pela polícia.

Mais de 30 carrinhas da polícia foram posicionadas em redor do parque e perto dos muros do Kremlin, segundo a AFP.

A manifestação contra a operação militar russa na Ucrânia foi anunciada nas redes sociais por ativistas contrários à ofensiva russa e está a ocorrer em cerca de 30 cidades em toda a Rússia, de Vladivostok (extremo-oriente) a Sochi (sul).

Os organizadores também disseram, num comunicado, que pretendiam protestar contra "o colapso da economia russa, contra Putin" e pela libertação do opositor Alexei Navalny, que está preso na Rússia. "A Rússia merece paz, democracia e prosperidade", escreveram.

Em São Petersburgo, cerca de 40 pessoas estiveram presentes no local designado para a manifestação no centro da cidade, sem que seja possível dizer se eram manifestantes, segundo a AFP.

Cerca de 25 pessoas foram detidas neste local de São Petersburgo. "Vim apenas para estar em pé. Para expressar de alguma forma o meu protesto contra o que está a acontecer", disse Galina Sedova, 50 anos, à AFP, admitindo ter "medo de protestar ativamente".

Violando a proibição de manifestações imposta pelas autoridades russas, pacifistas reúnem-se de tempos em tempos na Rússia para denunciar a guerra na Ucrânia.

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