Liz Truss na corrida à sucessão de Boris Johnson. Já há 11 candidatos

Chefe da diplomacia foi a décima a declarar a intenção de concorrer a líder do Partido Conservador e primeira-ministra, seguida depois pelo subsecretário de Estado Rehman Chishti.

A chefe da diplomacia britânica, Liz Truss, que já foi apelidada de "a nova Dama de Ferro", anunciou este domingo a sua candidatura à liderança do Partido Conservador. Foi a 10.ª candidata a declarar as suas intenções de suceder a Boris Johnson, sendo seguida de perto pelo 11.º candidato, o novo subsecretário de Estado para os Negócios Estrangeiros, Rehman Chishti.

Os anúncios de candidaturas têm sido seguidos de declarações em matéria fiscal, com muitos candidatos a tentar distanciar-se do ex-ministro das Finanças, Rishi Sunak, um dos favoritos na corrida.

"Não é correto aumentar os impostos agora", escreveu Truss, de 46 anos, num artigo no The Telegraph, em que anuncia oficialmente a candidatura.

"Estou a apresentar a minha candidatura porque posso liderar, cumprir e tomar decisões difíceis. Tenho uma visão clara sobre onde temos que estar e a experiência e determinação para nos levar lá", acrescentou a mulher que tem sido comparada a Margaret Thatcher.

Já Chishti, no cargo há poucos dias, anunciou no Twitter que era candidato. "Para mim é sobre as aspirações de conservadorismo, novas ideias, nova equipa para um novo começo a levar o nosso grande país em diante", indicou.

Mais cedo, a secretária de Estado para a Política Internacional, Penny Mordaunt, tinha também anunciado a sua candidatura. Atualmente com 49 anos, foi a primeira mulher a ocupar o cargo de ministra da Defesa em 2019.

Esta reservista da Marinha disse que se lançava na corrida defendendo a necessidade do debate público "se focar menos no capitão" e mais no "navio", num recado para Johnson, que acabou por não resistir à pressão da demissão de vários dos seus ministros no meio de mais um escândalo e optou por deixar também o cargo.

Além de Truss e Mordaunt, e de Sunak, já anunciaram a sua candidatura os ex-ministros da Saúde Sajid Javid e Jeremy Hunt, o atual ministro das Finanças, Nadhim Zahawi, e o dos Transportes, Grant Shapps, a procuradora Suella Braverman, a ex-ministra da Igualdade Kemi Badenoch e o deputado Tom Tugendhat.

As regras e os prazos para a eleição do novo líder conservador devem ser anunciados esta segunda-feira. Se não mudarem, cada candidato terá que apresentar o apoio de oito deputados conservadores para oficializar a candidatura. Cabe depois a grupo parlamentar reduzir, numa sucessão de votações, a lista de potenciais candidatos a apenas dois, sendo depois os militantes que escolhem entre eles quem será o novo líder - e consequentemente o novo primeiro-ministro.

(Notícia atualizada às 23.45 com candidatura de Chishti)

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