Líderes do G7 e Zelensky discutirão situação na Ucrânia na terça-feira

Olaf Scholz e Emmanuel Macron demonstram solidariedade e prometem reforçar apoios aos ucranianos. Reunião do G7 visa discutir os últimos ataques russos à Ucrânia.
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Os líderes do G7 e o Presidente ucraniano Volodymyr Zelensky vão realizar conversações de emergência esta terça-feira para discutir os últimos ataques russos à Ucrânia, anunciou Berlim.

O G7 deverá começar as conversações por vídeo às 14h00 (13h00 em Lisboa) de terça-feira e Zelensky participará no início da reunião.

O chanceler alemão, Olaf Scholz, já falou por telefone com Zelensky e assegurou-lhe "a solidariedade da Alemanha e dos outros estados do G7", informou o porta-voz do governo Steffen Hebestreit, após os ataques contra várias cidades ucranianas que aconteceram esta madrugada e que terão matado, pelo menos, oito pessoas.

"A Alemanha fará tudo o que estiver ao seu alcance para mobilizar ajuda adicional e, em particular, para ajudar a reparar e restaurar (a Ucrânia) as infraestruturas civis danificadas e destruídas, tais como o fornecimento de eletricidade e aquecimento", disse Hebestreit.

O Presidente da Ucrânia disse manter contacto com Olaf Scholz e com o Presidente francês, Emmanuel Macron, para apelar a uma resposta contra Moscovo após os ataques que abalaram cidades por todo o país.

Zelensky anunciou na rede social Twitter que tinha discutido com Scholz a "pressão crescente" sobre a Rússia e que tinha conversado com Macron sobre "o reforço da defesa aérea, a necessidade de uma dura reação europeia e internacional, bem como o aumento da pressão sobre a Federação Russa".

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Emmanuel Macron expressou hoje a sua "extrema preocupação" com os ataques russos à Ucrânia durante uma chamada com o seu homólogo ucraniano Volodymyr Zelensky e prometeu que a França iria aumentar a ajuda militar.

O presidente "reafirmou o seu total e completo apoio ao Presidente Zelensky e o empenho da França em aumentar o seu apoio à Ucrânia, de acordo com as necessidades expressas por Kiev, inclusive em termos de equipamento militar".

A França tem enfrentado repetidas críticas sobre o seu nível inferior de apoio militar à Ucrânia, em comparação com os aliados.

De acordo com um ranking publicado em agosto pelo Instituto Kiel para a Economia Mundial, os 233 milhões de euros de ajuda militar da França colocam-na em 11º lugar no mundo, bem atrás dos Estados Unidos (25 mil milhões de euros), Grã-Bretanha (quatro mil milhões de euros) e Polónia (1,8 mil milhões de euros).

Porém, funcionários e peritos dizem que a capacidade e não a vontade política está na raiz das diferenças, e que as contribuições francesas para os fundos da União Europeia para a Ucrânia deveriam ser incluídas no valor global da sua ajuda.

Por sua vez, o Presidente russo, Vladimir Putin, irá encontrar-se com o chefe da agência de energia atómica da ONU Rafael Grossi em São Petersburgo, também esta terça-feira, confirmou o Kremlin.

Este encontro ocorre depois de os repetidos bombardeamentos da central nuclear de Zaporizhzhia - a maior instalação atómica da Europa - terem suscitado receios de um desastre nuclear iminente.

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