Lançada primeira missão tripulada totalmente privada para estação espacial

Quatro homens foram transportados até à Estação Espacial Internacional, onde vão ficar durante nove dias.

A primeira missão tripulada totalmente privada para a Estação Espacial Internacional (EEI), com quatro pessoas a bordo, incluindo um ex-astronauta, foi lançada esta sexta-feira às 16.17 (hora de Lisboa), conforme o previsto.

A missão é promovida pela empresa aeroespacial norte-americana Axiom Space, que recorreu à também norte-americana SpaceX para transportar os quatro homens até à EEI, onde vão ficar nove dias para realizar experiências científicas (sobre células estaminais e o envelhecimento) e atividades educativas e comerciais.

A bordo da nave Crew Dragon Endeavour, que foi impulsionada por um foguetão Falcon 9, seguem Michael López-Alegría (comandante da missão e ex-astronauta da NASA), Eytan Stibbe (ex-piloto da aviação israelita), Larry Connor (investidor e piloto particular norte-americano) e Mark Pathy (empresário canadiano).

A nave da SpaceX descolou do Centro Espacial Kennedy, base no Estado da Florida operada pela agência espacial norte-americana NASA, parceira da empresa do magnata Elon Musk.

A acoplagem da Crew Dragon Endeavour à EEI deverá ocorrer ao final da manhã de sábado.

Larry Connor, 72 anos, que pilota a nave, será a terceira pessoa mais velha no espaço, enquanto Eytan Stibbe será o segundo israelita em órbita.

Os quatro tripulantes da primeira missão da Axiom Space (Ax-1) vão juntar-se na EEI a quatro astronautas (três norte-americanos e um alemão) e a três cosmonautas (russos). Dado o trabalho que vão fazer na EEI, os membros da Ax-1 recusam ser considerados turistas espaciais.

O regresso da Crew Dragon Endeavour à Terra é esperado em 19 de abril.

A Axiom Space foi fundada em 2016 com o propósito de criar a primeira estação espacial comercial, cujo primeiro módulo deverá ser lançado em 2024.

Antes da missão da Axiom Space, a SpaceX já tinha levado astronautas da NASA e da congénere europeia ESA para a Estação Espacial Internacional, substituindo o transporte russo de longa data concedido pelas naves Soyuz da agência espacial russa Roscosmos.

No sábado passado, a Roscosmos anunciou que vai apresentar "propostas concretas" de datas para terminar a cooperação na EEI, depois de as congéneres ocidentais terem recusado levantar sanções a empresas russas na sequência da invasão em fevereiro da Ucrânia pela Rússia.

Em 8 de dezembro último, o excêntrico milionário japonês Yusaku Maezawa viajou até à EEI, para uma estada de 12 dias, graças a uma parceria entre a Roscosmos e a Space Adventures, empresa norte-americana que vende exclusivamente voos nas naves Soyuz com destino à "casa" dos astronautas na órbita terrestre.

A Estação Espacial Internacional resulta de um parceria entre NASA, ESA, Roscosmos e as congéneres canadiana CSA e japonesa JAXA.

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