Kiev reivindica novo avanço territorial e anuncia morte de civil em ataque russo

O controlo de Iatskivka parece confirmar a continuidade da contraofensiva ucraniana. Um civil foi morto num ataque russo em Odessa, alegadamente com drones iranianos.

A Ucrânia reivindicou esta sexta-feira ter retomado às forças independentistas russófonas e ao exército russo uma localidade na região de Donetsk, leste da Ucrânia, quando Moscovo organiza referendos de anexação em diversas regiões da Ucrânia que escapam ao controlo de Kiev.

"O exército ucraniano retomou Iatskivka", anunciou na televisão Oleksii Gromov, responsável do estado-maior ucraniano. O controlo desta localidade, na margem oriental do rio Oskil, parece confirmar o prosseguimento de uma contraofensiva que já permitiu a Kiev retomar alguns milhares de quilómetros quadrados na região vizinha de Kharkiv.

"Os ucranianos também reimpuseram o seu controlo em posições a sul de Bakhmut", uma cidade estratégica na região de Donetsk e desde há semana submetida a ataques das forças separatistas russófonas e do exército russo, precisou Gromov.

Os referendos de anexação pela Rússia foram hoje iniciados nas regiões controladas totalmente ou parcialmente pelas forças locais e por Moscovo, escrutínios definidos como "simulacros" por Kiev e os ocidentais, e que sugerem uma nova escalada do conflito.

Kiev também anunciou que um civil foi morto durante um ataque russo com drones na cidade portuária de Odessa e que um veículo não tripulado projetado pelo Irão foi abatido pelas forças ucranianas.

"Odessa foi atacada por drones kamikaze vindos do mar. Dois drones destruíram um prédio administrativo na área portuária e os serviços de resgate estão a apagar as chamas. Um civil foi morto. Um drone 'Shahed-136' foi abatido no mar por forças de defesa aéreas", disseram os militares ucranianos em comunicado.

A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas - mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,4 milhões para os países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A invasão russa - justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de "desnazificar" e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia - foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.

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