Israel analisa se estão reunidas condições para um "cessar-fogo"

Desde o dia 10 de maio que se tem assistido a uma escalada de violência na região, que já causou quase 220 mortos em Gaza e 12 em Israel.

Israel está a analisar a hipótese de um "cessar-fogo", indicou esta quarta-feira um alto responsável militar israelita à imprensa, afirmando, no entanto, que o Estado hebreu está pronto para prolongar a ofensiva na Faixa de Gaza.

Os prejuízos neste território palestiniano devido aos atuais combates com Israel aproximam-se dos 250 milhões de dólares (204 milhões de euros), revelou esta quarta-feira o Ministério da Informação do enclave. A violência desde dia 10 de maio já causou quase 220 mortos em Gaza e 12 em Israel.

"Analisamos a questão do momento oportuno para um cessar-fogo", mas "preparamo-nos para mais vários dias" de operação, indicou o responsável militar, adiantando que Israel verifica se a ofensiva "atingiu os seus objetivos".

"A questão é agora saber se o Hamas compreende a mensagem", diz responsável do exército israelita

Ao lançar a sua ofensiva aérea sobre o território palestiniano da Faixa de Gaza há 10 dias, Israel não se limitou a responder ao disparo de 'rockets' sobre as suas cidades, procurou acima de tudo "aproveitar a oportunidade para reduzir as capacidades militares do Hamas", o movimento islâmico que controla o enclave, disse ainda.

"A questão é agora saber se o Hamas compreende a mensagem", acrescentou o responsável do exército israelita.

Nos seus mais de 820 bombardeamentos ao território densamente povoado, as forças israelitas dizem ter visado, além de locais de lançamento de 'rockets', vários quartéis-generais do Hamas, as casas dos seus dirigentes, equipamento e passagens subterrâneas utilizadas para movimentar munições e ativistas.

De acordo com o relatório do Ministério da Informação de Gaza, o território palestiniano foi alvo de 1615 ataques aéreos israelitas desde dia 10, um número muito superior ao indicado pelo exército israelita.

O relatório indica que 1174 habitações ficaram completamente destruídas e outras 7073 estão danificadas. Terão sido destruídos 156 edifícios residenciais e 73 instalações governamentais foram bombardeadas, enquanto 57 escolas e centros médicos ficaram danificados.

O ministério refere ainda que mais de 120 automóveis privados foram destruídos e que foram atingidas mesquitas, oito das quais ficaram destruídas.

O custo dos bombardeamentos estende-se ao setor energético e de comunicações e às quintas e zonas agrícolas e aos espaços comerciais, adianta.

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