Cuba. Incêndio em depósito de petróleo obriga a desligar importante central elétrica

A crise energética de Cuba fica assim ainda mais agravada. Da capacidade total de geração do país de 3000 megawatts, apenas 1824 estão atualmente em funcionamento,

Havana anunciou na segunda-feira que foi forçada a desligar uma das maiores centrais elétricas cubanas, uma central termoelétrica com capacidade para produzir até 200 megawatts (MW), devido a um incêndio no depósito de combustível na cidade de Matanzas.

A central termoelétrica Antonio Guiteras de Matanzas, situada a apenas cinco quilómetros do incêndio no porto de superpetroleiros de Matanzas, sofreu uma escassez de água, razão pela qual o Ministério da Energia e Minas a encerrou.

"A central termoelétrica Antonio Guiteras de Matanzas foi retirada de serviço devido a um défice hídrico. Nesta condição, foi necessário aumentar a capacidade de megawatts (MW) em Havana, e a restauração desta carga dependerá das condições de disponibilidade do Sistema Elétrico Nacional", anunciou a empresa Unión Elétrica na sua conta do Twitter.

Com a desconexão desta central, Cuba está a agravar ainda mais a crise energética que a ilha das Caraíbas está a enfrentar. Da capacidade total de geração do país de 3000 megawatts (MW), apenas 1.824 estão atualmente em funcionamento, pelo que se espera um défice de potência de 1176 megawatts.

Cuba sofre há semanas falhas no fornecimento de energia, uma situação que tem sido agravada pelo incêndio no porto de superpetroleiros de Matanzas, uma vez que o Governo cubano está a ser obrigado a dedicar muitos dos seus recursos para extinguir o incêndio.

Uma manifestação esporádica foi realizada na semana passada em Santiago de Cuba, uma das maiores cidades da ilha, em protesto contra os contínuos apagões e a difícil situação económica que a cidade enfrenta.

O grave incêndio industrial significará que apenas 60% da procura de eletricidade do país poderá ser satisfeita durante as horas de ponta.

A empresa estatal Unión Elétrica de Cuba (UNE) indicou que esta situação se deve ao facto de, além das dificuldades que o sistema energético nacional tem vindo a enfrentar desde há meses, a central termoelétrica Antonio Guiteras - uma das maiores do país - ter sido forçada a encerrar devido ao incêndio.

Estas instalações, a 2,7 quilómetros do depósito de combustível que arde desde sexta-feira em Matanzas, foram encerradas devido à falta de água para arrefecimento.

No sábado, o presidente de Cuba, Miguel DIaz-Canel, assumiu que o país aceitava ajuda de "países amigos" com experiência em incêndios petrolíferos para controlar o fogo que, segundo o governo cubano, teve origem num relâmpago.

Depois, no Twitter, escreveu: "Espressamos profunda gratidão aos governos do México, Venezuela, Rùssia, Nicarágua, Argentina e Chile que, com prontidão, ofereceram ajuda material solidária diante desta complexa situação". E acrescentou: "Também agradecemos a oferta de assessoria técnica por parte dos EUA",.

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