Harvey Weinstein condenado a 16 anos de prisão por violação
O ex-produtor de cinema norte-americano, Harvey Weinstein, foi, esta quinta-feira condenado por um tribunal de Los Angeles a 16 anos de prisão pela violação de uma mulher num hotel em Beverly Hills, na Califórnia.
O produtor de 70 anos, que já ganhou um Óscar, cumpre já uma pena de 23 anos de prisão por agressões sexuais num processo concluído em 2020, em Nova Iorque, a que se acrescenta, agora, mais 16 anos, o que aumenta a possibilidade de Weinstein passar o resto da vida na cadeia, embora tenha apresentado recursos em ambos os casos.
Weinstein foi considerado culpado em 19 de dezembro num tribunal de Los Angeles por violação e penetração sexual forçada com um objeto. A identidade da vítima foi preservada.
Durante um mês, os 12 membros do júri ouviram várias mulheres - que na altura do crime tentavam construir uma carreira no mundo do entretenimento - que acusaram o produtor cinema de encurralá-las e abusar delas em quartos de hotel.
As mulheres, entre elas a agora primeira-dama da Califórnia, Jennifer Siebel-Newsom, detalharam encontros sexuais que teriam ocorrido contra a sua vontade e sob coerção física, ou psicológica.
As vítimas alegaram que o produtor explorou e abusou delas durante anos, beneficiando da impunidade proporcionada pela sua posição de poder na indústria do entretenimento.
Já a defesa argumentou que as relações de Weinstein foram consensuais e focou-se na ideia de que todos os encontros foram como transações, com mulheres que buscavam uma oportunidade na indústria cinematográfica, um setor no qual o seu cliente dominou por muitos anos.
O júri declarou-o culpado de abusar sexualmente uma das mulheres, mas absolveu-o das acusações de agressão feitas por uma segunda mulher e não chegou a um consenso sobre as acusações relacionadas com outras duas, incluindo Siebel-Newsom.
Notícia atualizada às 20:33

