Exclusivo Governo arménio denuncia tentativa de golpe após críticas de militares

Contestação ao primeiro-ministro começou após derrota em Nagorno-Karabakh, que implicou ceder território ao Azerbaijão.

Três meses depois da derrota na guerra de Nagorno-Karabakh, que culminou na assinatura de um acordo de paz com o Azerbaijão no qual a Arménia fez concessões de território, o primeiro-ministro arménio, Nikol Pashinyan, está debaixo de fogo. E as últimas balas vieram dos próprios militares, depois de o Estado-Maior do Exército ter considerado que o chefe do governo "não está mais em condições de tomar as decisões necessárias". Denunciando uma tentativa de golpe militar, Pashinyan juntou 20 mil apoiantes no centro da capital, Erevã, a pouca distância de onde a oposição pedia também nas ruas a sua demissão.

"O exército não pode tomar parte nos processos políticos e deve obedecer ao povo e às autoridades eleitas", disse o primeiro-ministro diante da multidão. Já antes, o Ministério da Defesa tinha emitido um comunicado a lembrar que "o exército não é uma instituição política e as tentativas de se envolver nos processos políticos são inaceitáveis". Nas ruas não havia movimentos de tropas, mas os opositores continuam a apelar à demissão do governo. O principal partido da oposição, Arménia Próspera, considerou que o primeiro-ministro tem uma "última chance" de renunciar sem "levar o país a uma guerra civil".

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