Governo angolano cria comissão para organizar funeral de antigo presidente

A realização da cerimónia fúnebre não é consensual, já que as filhas mais velhas de José Eduardo dos Santos, que morreu em Barcelona, não querem regressar a Angola, por enfrentarem processos judiciais ou por alegadamente correrem risco de vida.

O governo angolano criou esta sexta-feira uma comissão do Estado para organizar a cerimónia fúnebre do ex-presidente angolano, José Eduardo dos Santos, que integra 11 ministros e a governadora de Luanda.

Em despacho presidencial, João Manuel Gonçalves Lourenço, decreta que a comissão vai integrar a ministra de Estado para a Área Social, que será coordenadora, bem com os ministros de Estado e Chefes da Casa Civil e da Casa Militar, ministros Defesa Nacional e Veteranos da Pátria; do Interior; da Administração do Território; das Relações Exteriores; da Justiça e dos Direitos Humanos; das Finanças; da Saúde; das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social; Governadora da Província de Luanda.

A realização da cerimónia fúnebre não é consensual, já que as filhas mais velhas de José Eduardo dos Santos, que morreu em Barcelona, não querem regressar a Angola, por enfrentarem processos judiciais ou por alegadamente correrem risco de vida.

Um outro filho, José Filomeno "Zenu" dos Santos, foi condenado a uma pena de prisão no âmbito de um processo de corrupção, aguardando em liberdade o recurso que interpôs, e disse recentemente que o seu passaporte estava a ser retido pelas autoridades angolanas.

O Presidente de Angola, João Lourenço, decretou esta sexta-feira cinco dias de luto nacional, a começar no sábado, pela morte do seu antecessor, José Eduardo dos Santos, que morreu hoje em Barcelona aos 79 anos.

"É declarado o luto nacional a ser observado em todo o território nacional e nas missões diplomáticas e consulares", pode ler-se num decreto presidencial hoje assinado pelo chefe de Estado.

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