Exclusivo Fumo negro nas presidenciais que ameaçam governo de união em Itália

Direita e esquerda não chegam a acordo para um candidato em comum. Votação após votação, votos em branco baixam e Mattarella ganha apoio, apesar de não querer outro mandato.

Se o Parlamento italiano tivesse uma chaminé como a Capela Sistina, onde se reúnem os cardeais que elegem o novo Papa, pelo terceiro dia consecutivo teria havido fumo negro depois de mais um voto inconclusivo para eleger o próximo presidente de Itália. Sem acordo entre os partidos - todos à exceção dos Irmãos de Itália apoiam o governo de união nacional do primeiro-ministro Mario Draghi - não é claro quando haverá fumo branco. A partir de agora, basta uma maioria absoluta de 505 eleitores para ganhar, mas sem consenso num candidato a votação arrisca destruir a coligação. A não ser que o atual presidente, Sergio Mattarella, ceda e aceite ficar durante mais uns anos no palácio do Quirinale.

À terceira votação, os votos em branco voltaram a ser a maioria: 412. Mas estão a diminuir - na primeira votação, na segunda-feira, tinham sido 672. Em segundo, com 125 votos, surge Mattarella, de 80 anos, que tem dito estar indisponível para um novo mandato de sete anos. O seu apoio tem vindo contudo a subir, tendo tido 16 votos na primeira votação e 39 na segunda.

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