Artemis. NASA cancela lançamento de foguetão

Este voo de teste destinava-se a colocar uma cápsula de tripulação na órbita da Lua pela primeira vez em 50 anos.

A NASA cancelou o lançamento do foguetão lunar para colocar uma cápsula de tripulação na órbita lunar, previsto para esta segunda-feira, ficando assim adiado para a próxima sexta-feira, 2 de setembro, uma das duas datas alternativas, caso existisse algum contratempo. Isto se o problema for entretanto resolvido.

"O lançamento do Artemis I já não vai acontecer hoje", anunciou a agência espacial norte-americana na rede social Twitter, referindo que as equipas tentaram solucionar um problema num dos motores do foguetão.

"As equipas vão continuar a recolher dados e vamos manter-vos informados sobre a próxima tentativa de lançamento", lê-se ainda na mensagem.

Anteriormente, a NASA acreditava ser ainda possível cumprir hoje o lançamento do novo foguetão lunar para colocar uma cápsula de tripulação na órbita lunar, apesar da deteção de uma fuga de combustível, segundo a agência espacial norte-americana.

O diretor adjunto de lançamento da NASA, Jeremy Graeber, disse que os controladores de lançamento finalmente conseguiram reduzir a fuga para um nível seguro e aceitável, onde se manteve estável, uma vez que quase um milhão de galões de combustível encheram os tanques do núcleo do foguetão.

Graeber explicou que a NASA ainda inha uma hipótese de lançamento esta segunda-feira de manhã, mas não vai marcar um novo tempo de descolagem até aos 10 minutos de espera na contagem decrescente, quando os gestores realizarem uma verificação. "Temos muito trabalho para chegarmos a esse ponto", avisou.

A NASA interrompeu esta segunda-feira a contagem decrescente para o lançamento do voo de teste do seu novo foguetão lunar devido a uma fuga de combustível, anunciou a agência espacial norte-americana.

A fuga ocorreu no mesmo local em que surgiram infiltrações durante um teste de contagem decrescente na primavera, segundo a agência norte-americana AP.

Ao detetarem a fuga, os controladores de lançamento interromperam a operação de abastecimento, que já estava atrasada uma hora devido a trovoadas no mar.

O processo foi retomado lentamente para verificar se a fuga de hidrogénio poderá piorar, o que, a acontecer, deverá pôr fim à contagem decrescente.

O lançamento do foguetão, sem tripulação, está previsto para ocorrer hoje, durante uma "janela de oportunidade" de duas horas que se abre às 13:33 de Lisboa.

A NASA tinha indicado que se o voo não fosse possível hoje, haveria mais duas datas possíveis, 2 e 5 de setembro.

Este voo de teste, a partir do Centro Espacial Kennedy da NASA, na Florida, destina-se a colocar uma cápsula de tripulação na órbita da Lua pela primeira vez em 50 anos.

O foguetão, de 98 metros de altura, é o mais poderoso de sempre construído pela NASA, ultrapassando o Saturn V que levou os astronautas à lua há meio século.

O lançamento destina-se a colocar em órbita lunar a cápsula Orion, que em vez de astronautas transporta três manequins de teste.

A missão de órbita lunar tem uma duração prevista de seis semanas.

Mesmo sem ninguém a bordo, milhares de pessoas prepararam-se para ver o lançamento do foguetão SLS, a sigla em inglês de Sistema de Lançamento Espacial.

A vice-presidente dos Estados Unidos, Kamala Harris, voou para Orlando com o marido, mas ainda não tinha feito a viagem de carro até ao Cabo Canaveral para o lançamento quando ocorreu a interrupção da contagem decrescente, segundo a AP.

A NASA espera levar astronautas para a órbita da Lua em 2024

As fugas de combustível prejudicaram o teste de contagem decrescente da NASA em abril, o que provocou uma série de reparações.

O teste foi repetido com mais sucesso em junho, mas também foram detetadas algumas fugas.

Os técnicos disseram que não saberiam ao certo se as reparações seriam suficientes até carregarem hoje os tanques do foguetão.

A missão Artemis I tem sofrido vários atrasos que levaram a que o orçamento deste teste em órbita lunar custasse 4.100 milhões de dólares (mais de 4.130 milhões de euros, ao câmbio atual).

Depois da missão Artemis I, a NASA espera em 2024 levar astronautas para a órbita da Lua (Artemis II) em 2024, e para a sua superfície (Artemis III) no final de 2025.

Com o programa lunar Artemis, a NASA espera "estabelecer missões sustentáveis" na Lua a partir de 2028, com o intuito de enviar posteriormente astronautas para Marte.

A partida para estas missões lunares ou para Marte será feita de uma estação espacial a instalar na órbita da Lua, a Gateway.

Apenas astronautas norte-americanos, 12 ao todo, estiveram na superfície da Lua, entre 1969 e 1972, no âmbito do programa Apollo.

Notícia atualizada às 12:43

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