6 mortos e 81 feridos em Istambul. Erdogan diz ser atentado terrorista

A explosão ocorreu num momento em que havia muita gente na rua. Uma mulher estará na origem do atentado, de acordo com as últimas informações conhecidas.

Uma forte explosão ocorreu na tarde deste domingo na movimentada rua comercial de Istiklal, no coração de Istambul, causando seis mortos e 81 feridos.

Uma mulher estará na origem do atentado, de acordo com o último balanço, anunciou o vice-presidente turco, Fuat Oktay.

"Nós consideramos que se trata de um atentado terrorista devido à explosão de uma bomba detonada por um agressor que será uma mulher, de acordo com as primeiras informações", disse Oktay à imprensa, segundo a agência France-Presse (AFP).

O responsável disse que as autoridades turcas descobrirão "quem está por detrás deste atentado, quem quer que seja, mesmo que se tenha de ir ao outro lado do mundo".

O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, já denunciou o "atentado vil" que causou "seis mortos e 53 feridos" ao vivo na televisão. Os números foram depois "Os autores deste atentado serão desmascarados. Que a nossa população esteja segura e eles serão castigados", declarou Erdogan, duas horas depois da explosão.

"As primeiras observações dão a entender que se trata de um atentado terrorista", disse depois o presidente aos jornalistas, ao acrescentar que "um homem e uma mulher estariam envolvidos", sem oferecer mais detalhes.

O presidente turco escreveu ainda na sua conta do Twitter que as autoridades turcas estão a trabalhar para revelar os autores do ataque. "Peço a misericórdia de Deus para nossos irmãos que morreram no atentado a bomba na rua Istiklal, paciência para os seus familiares e uma rápida recuperação para nossos feridos."

"As autoridades continuam a trabalhar para revelar os autores desse ataque traiçoeiro e as razões por trás do mesmo. Que nossa nação tenha a certeza de que os autores deste ataque serão expostos com todos os seus elementos e punidos como merecem", acrescentou.

A explosão ocorreu pouco depois das 16h locais (13h em Portugal), num momento em que existia muita gente a passear na rua Istiklal, noticiou o canal de televisão NTV, indicando que há "feridos".

Nas imagens do momento da explosão que circularam nas redes sociais é possível ouvir um estrondo, acompanhado de chamas, o que provoca uma onda de pânico na multidão.

O presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, apresentou também este domingo as condolências pela explosão que fez pelo menos seis mortos e mais de 50 feridos no centro de Istambul.

"Notícias horríveis de Istambul. Condolências às vítimas da explosão em Istiklal", afirmou Charles Michel no Twitter.

"Os nossos pensamentos estão com os que estão atualmente a responder [ao ocorrido] e com o povo da Turquia neste momento de angústia", acrescentou o político belga.

A rua Istiklal já foi atingida no passado por um ataque reivindicado pelo grupo Estado Islâmico, que matou quase 500 pessoas e feriu mais de 2.000, durante uma campanha de investidas que atingiu Istambul em 2015-2016.

O Conselho Supremo de Rádio e Televisão, órgão que vigia os órgãos de comunicação social na Turquia, impôs uma proibição temporária de relatos sobre a explosão - uma medida que impede as emissoras de exibir vídeos do momento da explosão ou das suas consequências.

O mesmo órgão já tinha imposto proibições semelhantes no passado, após ataques e acidentes.

Em imagens difundidas nas redes sociais, ouve-se o momento da explosão, acompanhado de chamas e desencadeando imediatamente um movimento de pânico.

Uma grande cratera negra também é visível nestas imagens, assim como vários corpos no solo nas proximidades.

Outras imagens mostraram ambulâncias, carros de bombeiros e da polícia no local.

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