Os partidos de extrema-direita europeus congratularam-se esta segunda-feira com a vitória eleitoral de Giorgia Meloni, esperando que seja premonitória de mais vitórias no futuro. Uma reação menos efusiva da maioria dos governos europeus (a exceção para o húngaro Viktor Orbán e o polaco Mateusz Morawiecki que também lhe deram os parabéns) ou mesmo de Bruxelas, que preferiram pôr o foco nas relações de amizade com Itália e na expectativa de contínua cooperação com Roma.."A Comissão e a presidente trabalham com os governos que emergem das urnas dos países da União Europeia e não acontecerá de forma diferente neste caso em concreto", indicou o porta-voz Eric Manner, questionado sobre se Ursula von der Leyen está disponível para trabalhar com Meloni. Disse ainda esperar "uma cooperação construtiva com as novas autoridades italianas" e considerou uma "simplificação extrema" querer "ver nesta eleição uma espécie de julgamento sobre a Europa"..A União Europeia foi mesmo o alvo da extrema-direita. "Bravo a Giorgia Meloni e Matteo Salvini, por terem resistido à ameaça da União Europeia, antidemocrática e arrogante", escreveu a francesa Marine Le Pen, líder da Reunião Nacional (antiga Frente Nacional), no Twitter..Twittertwitter1574262650611146754.Já o Palácio do Eliseu disse respeitar a "escolha democrática" dos italianos, dizendo querer continuar "a cooperar em conjunto". Mas a primeira-ministra Elisabeth Borne sublinhou que França permanecerá "atenta" no "respeito" dos direitos humanos e ao aborto.."Itália marca o caminho para uma nova Europa de nações livres e soberanas", disse o líder do Vox, Santiago Abascal, dando os parabéns o Meloni..Twittertwitter1574161586062823426.Já o chefe da diplomacia espanhol, José Manuel Albares, alertou para o crescimento dos populismos, que "acabam sempre em catástrofe". O chanceler alemão, Olaf Scholz, disse esperar que Roma "continue amiga" da União Europeia..Em Portugal, o líder do Chega, André Ventura, considerou que Meloni abre caminho para que "a mudança aconteça em Portugal e em Espanha nos próximos ciclos eleitorais". Já o PS alertou para o perigo: "Quando a direita democrática normaliza a extrema-direita, acaba por ser liderada por esta", disse o secretário-geral adjunto, João Torres. O Presidente Marcelo Rebelo de Sousa ressaltou, "neste momento sensível" a importância da "estabilidade nas grandes economias europeias", sendo Itália a terceira maior..O secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, disse querer continuar a trabalhar com Roma nos "objetivos comuns", incluindo o "respeito pelos direitos humanos". E lembrou: "A Itália é um aliado vital, uma democracia forte e parceiro valioso.".Twittertwitter1574389016019050497