Emir do Dubai tem de pagar 640 milhões de euros à princesa Haya

O divórcio entre Mohammed bin Rashid Al Maktoum e a princesa Haya da Jordânia é um marco na história jurídica de Inglaterra.

Mohammed bin Rashid Al Maktoum, atual primeiro-ministro e vice-presidente dos Emirados Árabes Unidos, foi ordenado a pagar uma pensão de cerca de 640 milhões de euros à ex-mulher, a Princesa Haya Bint Al Hussein, num divórcio que está a marcar a história jurídica de Inglaterra.

O juiz Philip Moor decidiu que o emir do Dubai deve pagar à ex-mulher 295 milhões de euros e garantir outros 340 milhões para cobrir a manutenção e segurança dos seus dois filhos, Al Jalilaa, de 14 anos, e Zayed, de 9, após o processo de custódia pelas crianças, informa a BBC.

A quantia serve para cobrir os custos das suas duas propriedades multimilionárias, uma ao lado do Palácio Kensington, em Londres, e a sua residência principal em Egham, Surrey. Está ainda previsto um "orçamento de segurança" substancial, bem como férias, salários e alojamento para uma enfermeira e uma ama, veículos blindados para a família, e o custo de manutenção de vários animais de estimação.

Haya Bint Al-Hussain é a filha de 47 anos do antigo Rei Hussein da Jordânia e a mais nova das seis esposas de Mohammed Bin Rashid Al-Maktoum. A princesa casou-se com o emir Mohammed bin Rashid al-Maktoum em 2004 e juntou-se às suas cinco esposas e mais de 20 filhos.

O ex-casal enfrenta um processo judicial um contra o outro no Reino Unido.

Em 2019, a princesa fugiu do Dubai para a Inglaterra com os seus filhos após confessar que temia pela sua vida. Mais tarde, em 2020, descobriu-se que o emir de 72 anos autorizou a vigilância do telefone da mulher, advogados, assistente pessoal e de dois membros da equipa de segurança, através programa de espionagem Pegasus.

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