Dois mortos e dezenas de feridos num atentado bombista no Afeganistão

Pelo menos duas pessoas morreram esta segunda-feira e outras 28 ficaram feridas, entre elas cinco membros das forças de segurança talibãs, num atentado bombista no leste do Afeganistão.

O ataque ocorreu quando o veículo que transportava funcionários talibãs seguia perto de um mercado em Shirgar, no distrito de Ghani Khil, afirmou o porta-voz da polícia na província de Nangarhar, Hafiz Abdul Basir Zabuli, onde aconteceu a explosão.

O atentado feriu pelo menos 28 pessoas, incluindo cinco membros das forças de segurança talibãs, que foram levados para o hospital, comentou o porta-voz, acrescentando que o caso ainda está a ser investigado.

Até ao momento nenhum grupo armado reivindicou a responsabilidade pelo ataque, apesar de Nangarhar ser conhecida por ser a grande fortaleza no Afeganistão do grupo 'jihadista' Estado Islâmico (EI), que emergiu como a principal ameaça à estabilidade do país desde o regresso dos talibãs ao poder em 15 de agosto de 2021.

Após ter sido conhecido o atentdo, a Missão das Nações Unidas no Afeganistão (UNAMA) apelou ao fim da perseguição de civis.

"A UNAMA condena o ataque desta manhã a um mercado repleto, que matou e feriu dezenas de civis, incluindo crianças. Os contínuos ataques a civis no Afeganistão têm de parar imediatamente", escreveu a organização no Twitter.

O ataque segue-se a vários outros que aconteceram no Afeganistão durante a semana passada, incluindo uma explosão numa mesquita no norte do país na sexta-feira passada, que matou uma pessoa e feriu outras sete, e um ataque a um templo da minoria religiosa Sikh em Cabul no sábado, que deixou pelo menos duas pessoas mortas e sete feridas.

O Estado Islâmico reivindicou a responsabilidade pelo ataque ao templo Sikh, bem como por muitos dos ataques no Afeganistão contra a minoria Hazara, que considera apóstata.

Desde a chegada dos talibãs ao poder, os fundamentalistas lançaram várias operações contra o Estado Islâmico em algumas partes do país, de forma a demonstrar que o seu regresso tinha significado o fim da violência no país, mas sem sucesso.

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