Ministro nega existência de mortes confirmadas em deslizamento de terra em Itália

O vice-primeiro-ministro italiano, Matteo Salvini, tinha dito que pelo menos oito pessoas morreram. O ministro do Interior italiano veio entretanto dizer que não há mortes confirmadas.

O ministro do Interior italiano assegurou este sábado que não há mortes confirmadas após um deslizamento de terra na ilha de Ischia. "Neste exato momento, nenhuma morte foi confirmada", disse o ministro Matteo Piantedosi. Antes disso, fontes do serviço de emergência e o vice-primeiro-ministro italiano, Matteo Salvini, tinham dito que pelo menos oito pessoas morreram.

As agências de notícias ANSA e AGI haviam anunciado anteriormente que pelo menos 13 pessoas estavam desaparecidas após o deslizamento de terra, que ocorreu no início do sábado.

A ilha de Ischia, voltada para o Golfo de Nápoles, registou esta noite chuvas torrenciais que causaram inundações e um grave deslizamento de terra que arrastou violentamente tudo pelo município de Casamicciola, na sua parte norte.

Uma parte de uma montanha cedeu e atingiu várias casas da localidade, que estão a ser revistadas com grande esforço e dificuldade das equipas de emergência, reforçadas com unidades vindas de Nápoles e de outros pontos.

Entre os desaparecidos encontram-se três membros de uma família, com um filho pequeno, e uma estudante estrangeira de 25 anos, cuja nacionalidade ainda não foi confirmada, segundo a imprensa local.

Todos estariam supostamente nas casas inundadas pela lama, segundo as mesmas fontes.

As primeiras imagens que chegam da ilha são as de um autêntico caos, com bairros inteiros devastados por pedras e árvores arrancadas, carros soterrados na lama e casas destruídas, com, pelo menos, 20 prédios desabados, refere a EFE.

O porta-voz dos bombeiros, Luca Cari, confirmou que várias pessoas já foram resgatadas da lama, incluindo um homem e outras duas pessoas cujo veículo foi arrastado para o mar.

O presidente de Ischia, Enzo Ferrandino, pediu à população que não saísse de casa e lamentou "sérios danos" na área.

"É uma tragédia. O número de desaparecidos ainda é incerto em Casamicciola. Por causa do mau tempo na ilha, temos muitas outras situações críticas", afirmou.

As equipas de resgate também estão a tentar aceder ao hotel Terme Manzi em Casamicciola, onde algumas pessoas continuam impossibilitadas de sair e estão sem eletricidade.

A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, mantém-se em "contacto constante" com o ministro da Proteção Civil e Políticas do Mar, Nello Musumeci, e com as autoridades regionais e manifestou a sua proximidade aos afetados, num comunicado.

A ilha de Ischia é um dos principais destinos turísticos da Itália durante o verão e faz parte do arquipélago napolitano, de origem vulcânica e com declives acentuados, razão pela qual costuma sofrer este tipo de deslizamento de terra. A última vez ocorreu em 2009.

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