Cientistas chineses suspendem relações com Academia Russa de Ciências

O presidente da Academia Russa de Ciências (ACR) revelou esta quinta-feira que, tal como as academias de muitos países, os cientistas chineses também suspenderam a cooperação com a instituição devido à "operação militar especial" na Ucrânia..

O presidente do ACR admitiu que os cientistas russos não conseguem discutir questões sérias com os seus colegas chineses há um mês, apesar de, anteriormente, haver "uma cooperação muito bem organizada, com comunicação permanente".

"Infelizmente devo dizer que os nossos colegas cientistas chineses também pressionaram o botão de pausa", disse Alexandr Sergeyev, na conferência "Relações Internacionais Digitais-2022", que decorre hoje em Moscovo, citado pela agência oficial TASS.

O presidente do ACR admitiu que os cientistas russos não conseguem discutir questões sérias com os seus colegas chineses há um mês, apesar de, anteriormente, haver "uma cooperação muito bem organizada, com comunicação permanente".

A cooperação normal tem de ser retomada em todas as áreas, incluindo na da ciência, defendeu, acrescentando que, por isso, é necessário que "nos comportemos de forma que não caiamos em provocações, que não rompamos relações e que tentemos manter o que podemos manter.

Sergeyev indicou que o ACR mantém contactos com cientistas que querem cooperar a nível individual, mas que institucionalmente a situação é muito complexa.

"Nunca tivemos uma situação assim", reconheceu Sergeyev, acrescentando que as academias de vários países se recusam a ter contactos com o ACR, alegando que esta se encontra na esfera política.

Importante parceiro diplomático e económico de Moscovo, Pequim recusou, até à data, condenar claramente a invasão da Ucrânia pela Rússia e ainda esta quinta-feira criticou as acusações dos Estados Unidos acerca do seu relacionamento com a Rússia, insistindo que trabalha pela paz e que está do "lado certo" da História.

Pequim concorda com Moscovo, quando este considera que a expansão da NATO ajudou a desencadear a guerra na Ucrânia, mas, segundo defendeu esta quinta-feira o porta-voz da diplomacia chinesa, Zhao Lijian, considera que "a soberania da Ucrânia deve ser preservada".

A Rússia lançou, na madrugada de 24 de fevereiro, uma ofensiva militar na Ucrânia que já matou quase dois mil civis, segundo dados da ONU, que alerta para a probabilidade de o número real ser muito maior.

A guerra causou a fuga de quase 12 milhões de pessoas, incluindo mais de 4,6 milhões para os países vizinhos.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.

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