Chauvin condenado a 22 anos de prisão pela morte de George Floyd

O antigo agente, que estava há 19 anos na polícia de Minneapolis, foi condenado por homicídio involuntário em segundo grau, homicídio em terceiro grau e homicídio doloso em segundo grau.

O antigo agente da polícia de Minneapolis Derek Chauvin foi condenado a 22 anos e meio de prisão pela morte do afro-americano George Floyd, num caso que desencadeou protestos contra o racismo e a violência policial nos EUA e em todo o mundo. A pena máxima a que podia ser condenado eram 30 anos.

Antes da leitura da sentença, membros da família de Floyd, incluindo a filha de 7 anos, Gianna, fizeram intervenções em tribunal (a menor através de vídeo). A família, emocionada, pedia a pena máxima: 30 anos de prisão. A mãe de Chauvin também falou na audiência, defendendo o filho como "um homem bom" e dizendo que sempre o apoiará.

O próprio Chauvin ofereceu condolências à família de Floyd, mas disse que não podia comentar mais, porque tem outros processos pendentes -- uma acusação federal.

"A sentença não é baseada na emoção ou na simpatia. Nem na opinião pública ou na tentativa de mandar mensagens", disse o juiz Peter Cahill, indicando ter 22 páginas que explicam a sua sentença. O juiz condenou-o a 22 anos de prisão -- 270 meses.

Chauvin, de 45 anos, então agente da polícia de Minneapolis, imobilizou George Floyd no chão de uma rua daquela cidade norte-americana, a 25 de maio de 2020, por suspeita de ter passado uma nota falsa de 20 dólares, mantendo um joelho sobre o seu pescoço durante nove minutos e meio e ignorando-o enquanto este dizia "Não consigo respirar". Floyd tinha 46 anos.

Um vídeo da morte de Floyd captado por uma transeunte denunciou o caso e desencadeou protestos contra o racismo e a brutalidade policial em Minneapolis, alguns dos quais violentos, que rapidamente alastraram a todo o mundo.

O antigo agente, que estava há 19 anos na polícia de Minneapolis, foi condenado por homicídio involuntário em segundo grau, homicídio em terceiro grau e homicídio doloso em segundo grau.

De acordo com a lei do Estado do Minnesota, foi sentenciado pelo crime mais grave, que tinha uma pena máxima de 40 anos. Mas a jurisprudência determina que a sentença máxima que o juiz Peter Cahill podia impor era de 30 anos (foi o que pediu a acusação), sem correr o risco de a mesma ser anulada em segunda instância. Contudo, as diretivas de sentença no estado previam uma pena média de 12,5 anos de prisão, sendo que a sentença de Chauvin foi aumentada em dez anos por fatores agravantes, incluindo abuso de autoridade.

Embora seja esperado que Chauvin recorra da sentença, ele será ainda julgado por acusações federais de direitos civis, juntamente com outros três agentes policiais como ele despedidos do departamento de polícia de Minneapolis, que terão ainda de ser sujeitos a julgamento ao nível estadual.

Mais cedo, o juiz já tinha rejeitado o pedido para um novo julgamento, feito pela defesa de Chauvin.

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