Princesa Mako. Um casamento sem pompa mas com circunstâncias

A princesa Mako casou com o namorado, uma união sem rituais tradicionais e com o casal a expressar tristeza pela controvérsia que assombrou o seu noivado.

Sob as regras da família imperial, a sobrinha do imperador Naruhito, Mako, de 30 anos, desistiu do seu título real ao casar-se com Kei Komuro, que tem a mesma idade e trabalha para uma firma de advocacia norte-americana. Desde que anunciaram o seu noivado em 2017, o casal tem enfrentado escândalos de tabloides e ataques online por causa de alegações de que a família Komuro estava com dificuldades financeiras.

"Para mim, Kei é insubstituível. O nosso casamento é um passo necessário para que possamos proteger os nossos corações", disse aos repórteres após o casamento ter sido celebrado. "Tenho estado assustada, sentindo tristeza e dor sempre que rumores vindos de um só lado se transformam em histórias sem fundamento", acrescentou.

Após muitos adiamentos, deram por fim o nó sem cerimónia de casamento, banquete de receção ou qualquer um dos ritos habituais, tendo optado por fazê-lo em privado, longe de um público que nem sempre tem sido amável. Mako também recusou um dote normalmente oferecido às mulheres da realeza quando se afastam da família, de mais de um milhão de euros, e diz-se agora que estão a planear uma mudança para os Estados Unidos.

Os membros da família real do Japão seguem regras estritas, e Mako desenvolveu um complexo distúrbio de stress pós-traumático devido à atenção dos meios de comunicação social, de acordo com a Agência da Casa Imperial.

O casal não respondeu às perguntas dos jornalistas, para tornar a experiência menos desgastante para Mako, disse a Agência.

"Eu adoro Mako. Só temos uma vida, e eu quero passá-la com aquela que amo", declarou Komuro. "Sinto-me muito triste por Mako ter estado em mau estado, mental e fisicamente, devido às falsas acusações". Num documento entregue aos jornalistas, Mako disse que a sua condição "não era boa".

Apesar da cobertura negativa da imprensa e dos pequenos mas furiosos protestos contra o casamento, mais de metade dos inquiridos numa sondagem realizada pelo diário Yomiuri Shimbun acharam o casamento uma coisa positiva.

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