Exclusivo Campanha eleitoral expõe crise na família Bolsonaro

Flávio e Carlos, filhos mais velhos do presidente, discordam do rumo dos tempos de antena. E a primeira-dama Michelle resiste a gravar vídeos. "Cisão com potencial destrutivo", advertem aliados.

"Papel de filho da puta que você está fazendo comigo. Tens moral para falar do Renan? Irresponsável", escreveu Jair Bolsonaro, pela aplicação WhatsApp, ao filho Eduardo Bolsonaro. "Mais ainda, compre merdas por aí: não vou te visitar na Papuda [prisão brasileira], se a imprensa te descobrir aí, e o que está fazendo aí, vai comer o teu fígado e o meu", prosseguiu. "Quer me dar esporro [admoestação] tudo bem. Vacilo foi meu. Achei que a eleição só fosse semana que vem. Mas me comparar com o merda do seu filho, calma lá", respondeu Eduardo.

Aquela conversa, captada por um fotojornalista no plenário da Câmara dos Deputados em fevereiro de 2017, gerou natural alvoroço - e um processo dos visados ao repórter. Mas, na ocasião em que Jair e Eduardo discutiam a ausência injustificada do segundo, em viagem de férias na Austrália, de uma votação importante no Congresso Nacional, envolvendo, pelo meio, Renan, o quarto filho do ex-capitão do exército, os dois não passavam de deputados federais de baixo clero, ligados ao lobby das armas e com posições vistas como folclóricas sobre a ditadura militar ou a homossexualidade.

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