Câmara dos Representantes dos EUA aprova mais mil milhões para Cúpula de Ferro em Israel

A proposta para o reforço do escudo antimísseis será ainda submetida à votação final no Senado, em data ainda não agendada.

A Câmara dos Representantes dos EUA aprovou quinta-feira, por esmagadora maioria, um novo envelope de mil milhões de dólares para financiar o escudo antimísseis Cúpula de Ferro, em Israel, que será utilizado para apoiar a manutenção.

O documento foi aprovado com 420 votos a favor, nove contra (oito democratas e um republicano) e duas abstenções democratas.

O texto será ainda submetido à votação final no Senado, em data ainda não agendada.

Os Estados Unidos da América (EUA) participam regularmente há 10 anos no financiamento da Cúpula de Ferro.

No final do ano passado, o Congresso aprovou 1,6 milhões de dólares em gastos com a manutenção e componentes do sistema antimísseis, através de votos amplamente apoiados por democratas e republicanos.

Mas, na terça-feira, o envelope foi retirado de um projeto de lei de orçamento na Câmara dos Representantes.

De acordo com a imprensa norte-americana, a decisão foi tomada sob pressão de alguns governantes eleitos da ala esquerda democrata, que ameaçou votar contra a lei das finanças se incluísse a medida.

Os líderes do partido, que têm uma maioria muito frágil, disseram que os fundos seriam aprovados por outra via.

"A adoção deste texto reflete a grande união do Congresso, entre os dois partidos e as duas câmaras, em torno da segurança de Israel", disse a presidente democrata da Câmara dos Representantes, Nancy Pelosi, no hemiciclo.

Nancy Pelosi disse ainda que "ajudar Israel é vital", porque a segurança daquele país "é essencial para a segurança da América".

"A Cúpula de Ferro é um sistema puramente defensivo", insistiu, respondendo às críticas dos democratas que se opuseram ao financiamento.

O primeiro-ministro israelita, Naftali Bennett, agradeceu hoje à Câmara dos Representantes após a votação pelo "grande apoio a Israel e compromisso com a segurança".

"Qualquer pessoa que tentasse desafiar este apoio recebeu hoje uma resposta definitiva", sustentou em comunicado.

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