Boris Johnson despede um dos seus principais ministros

No meio de uma enorme crise governativa, com vários membros do governo a demitirem-se ou a pedirem a sua demissão, o PM britânico mostra a porta da rua a um dos seus principais críticos, Michael Gove.

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, despediu esta quarta-feira ao início da noite Michael Gove, um dos seus principais ministros mas também um dos seus maiores críticos. Segundo o Financial Times, o ministro tentou convencer o chefe do governo que o seu tempo tinha chegado ao fim. Johnson achou que o tempo de Gove no executivo é que chegara ao fim.

Segundo a Sky News, Gove, ministro da Progressão Social, Habitação e das Comunidades, foi das primeiras vozes a pedir a saída do primeiro-ministro.

Michael Gove foi ministro da Educação e da Justiça de David Cameron, ministro do Ambiente de Theresa May e um dos acérrimos defensores do Brexit, mas defendeu a saída negociada, ao contrário de vozes mais radicais.

Em 2016, Gove foi diretor da campanha de Boris Johnson para a liderança do Partido Conservador, mas acabou por concorrer ele próprio ao lugar, o que levou o agora primeiro-ministro a retirar a candidatura. Quando se candidatou disse que Boris Johnson "não seria capaz de liderar o partido nem o país como desejava". Acabou por ser Theresa May a eleita.

Em 2019, Gove foi um dos dez candidatos à sucessão de May, altura em que admitiu o consumo de cocaína "há mais de 20 anos".

Fez parte do governo de Boris Johnson em três cargos.

Já este ano, Gove expressou arrependimento pela traição e disse que não mais voltaria a concorrer contra Boris Johnson.

Como Boris Johnson, Michael Gove foi jornalista antes de enveredar pela política.

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